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SELO: A crise de água no Umbeluzi: Governo versus FIPAG - Por Benedito Machipane
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Vozes - @Hora da Verdade
Escrito por Redação  em 10 Maio 2018
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Compatriotas! Temos o dilema de restrições de água, devido ao sobre-consumo e à seca climática. O Umbeluzi nasce na fronteira ocidental swázi, atravessa Maputo, desagua no estuário de Espírito Santo e abastece as cidades de Maputo, Matola e certas vilas ao sul de Maputo. Os sobre-consumidores desta água são as indústrias, essas que deviam ter suas fontes, sobretudo as freáticas e com responsabilidade de abastecer as áreas circunvizinhas.

Diz-se isto porque, as toneladas de litros consumidas nas indústrias, superam o consumo doméstico. Imagine a partilha do Umbeluzi entre Moçambique e Swazilândia, a que a nós cabem 40% destas águas, contra 60% da swázi e dos 40%, dividimos entre comunidades e indústrias, tais como as alimentícias, de bebidas e refrigerantes; Metalúrgicas; siderúrgicas; transformadoras; extractivas e farmas. Estes consomem muita água, arriscando a diminuição de seu caudal ou aridez, como temos vivido ente 2016 e 2018.

Além da crescente industrialização, a dinâmica populacional também está a aumentar num ritmo acelerado. Estudos mostram que no planeta, a água distribui-se da seguinte maneira:

Oceanos e mares= 97,2% – água não potável;

Calotes e geleiras= 2,2% – água potável;

Subsolo= 0,62% – água potável;

Superfície= 0,029% – água potável;

Atmosfera= 0,001% – água potável;

Então, a maior quantidade de água potável está nas geleiras e depois, no lençol freático, o qual está protegido de poluentes e cujo uso é prático, rápido, barato e sustentável.

Deste modo, aos fazedores de políticas institucionais ou à quem de direito, pede-se para motivar e sensibilizar aos mega-consumidores de água, nomeadamente as farmas e indústrias a abrirem furos para as suas actividades e, com responsabilidade de ajudar as áreas adjacentes, para regeneração dos rios que dependem do ciclo pluviométrico que falha e muito, o que diminui o caudal, cria restrições de água por parte dos gestores e afecta aos domésticos.

Por Benedito Machipane

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