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SELO: Carta aberta ao Presidente da República e ao ministro da Economia e Finanças - Por membros da UEM
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Vozes - @Hora da Verdade
Escrito por Redação  em 05 Dezembro 2017
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Digníssimos Chefe do Estado e titular da pasta financeira do país, esta pode ser a última carta que vos dirigimos para este ano de 2017 prestes a findar, ano em que para nós, docentes, técnicos, funcionários e certo grupo de estudantes da maior e mais antiga instituição do ensino superior em Moçambique, vos dirigimos, mais uma vez, com lágrimas sangrentas.

Tínhamos decidido nos calar e ficar de longe a observar mas o aperto do cinto está a ficar mais apertado ainda. Em suma “isto já é demais”.

Acreditamos, sem sobras de dúvidas que vossas excelências tomaram conhecimento dos péssimos episódios que a Universidade Eduardo Mondlane (UEM) passou durante o ano, com maior destaque para a greve protagonizada pelos Funcionários, reivindicando o pagamento do seu bónus de efectividades, o qual vinha recebendo já há mais de 22 anos e, por sinal, o único que era dado aos pobres funcionário que fazem a UEM crescer mais e mais.

Tomaram conhecimento ainda da greve que estava a ser preparada pelos estudantes bolseiros devido à péssimas condições de higiene e alimentares vividas nas suas residências (o reitor simulou uma visita para acalmar a situação e até então, nada se fez), a interrupção de água e corrente eléctrica em todo o campus (por causas de dívidas sem explicação) e a colocação de directores das faculdades por relações de amizades e familiares depois de os mesmos perderem nas eleições, com maior destaque na Faculdade de Economia, entre outros assuntos de mau agrado.

Senhor presidente, nós não estamos contra o uso do poder dos homens que os colocou para dirigir os destinos do país não, mas sim a nossa maior preocupação é como eles dirigem os mesmo, porque há tanta disparidade e arrogância na solução dos problemas dos que mais necessitam.

Para falar a verdade, quem manda na UEM, não é o magnifico reitor, pelo que sabemos e vivemos principalmente na ala de docentes, é o doutor Manuel Cabinda (membro sénior da Frelimo, segundo ele) que por sua vez, é o assessor do reitor. este senhor mexe com todos cantos da UEM, tal que até hoje, o porta-voz da CTA ainda se encontra fora (suspenso) do serviço e sem os seus ordenados (salários desde agosto até o presente mês) pelo simples facto de ter lhe chamado de senhor e não de professor doutor, além disso, todas as tentativas de progressões de docentes, são por ele arquivados sem que tenham chegado as vistas do reitor, sinceramente digníssimo patrão do povo, papá da nação, pense em nós e salve as futuras gerações académicas que aqui serão formadas.

Senhor ministro da Economia e Finanças, o que nos leva a lhe dirigirmos parte desta carta é a maior indignação que estamos a viver aqui na UEM, e pelo que nos dizem segundo a carta em anexo( circular nuº5/dfin/2017, de 24 de novembro, tudo é do conhecimento do vossa excelência.

Desde dia 23 de Novembro corrente, estão a ser pagos os directores, directores adjuntos, chefes de departamentos e suas respectivas secretárias, valores que variam de 70.000.00 (setenta mil meticais ) à 400.000.00 (quatrocentos mil meticais), referentes ao pagamento de combustível, viatura e telefone celular referentes aos meses de Outubro de 2016 a Novembro deste ano, com efeitos retroativos. Quantos directores são? Quantas secretárias? Quantos chefes de departamentos assim como adjuntos?

Muita gente em causa e para agravar, os beneficiários dos tais valores, são surpresos ao ver essas somas nas suas contas tal que chegam a ligar à direção de finanças para confirmação das proveniências por medo, depois da experiência vivida no de caso do fundo do desenvolvimento agrário.

Senhor ministro, pedimos a devida explicação caso o senhor reconhece o seu papel no estado moçambicano por que para nós, não faz sentido, não conseguir pagar o “bónus de efectividade” que só sai uma vez por ano à aqueles que fazem o seu esforço, dedicando as suas vidas dia pós dia para ver uma UEM brilhante e mais atraente no mundo fora, cuidando dos espaços, inalando produtos químicos entre outros incansavelmente. O que é que está a falhar senhor ministro? Há ou não há dinheiro para pagar o funcionário? Se não há, de onde vem este para dar os que ganham mais e com efeitos retroativos?

Pelos vistos senhor ministro, há uma rede de interesseiros financeiros dentro desta instituição porque, no que tudo indica, decidiram privatizarem tudo para guiar seus interesses.

Neste momento, estão a decorrer as inscrições para exames de admissão 2018 e era normal contratarem docentes para trabalharem nas validações conforme já haviam nos entregue a circular para manifestarmos nosso interesse em participar mas, há que chegou a mudar tudo e ser tudo online só para gerirem o valor internamente. Faz sentido mesmo? Há dinheiro que está ser esbanjado sem explicação….. a casa dos hóspedes reitoral, é paga mensalmente e lá não vive ninguém, são bons milhares de meticais, o reitor continua na baixa, edifício do ministério do comércio a se pagar milhares e milhares de meticais enquanto temos o nosso edifício de reitoria aqui no campus.

Sem mais digníssimos senhores Presidente da República e ministro da Economia e Finanças, vimos pedir esclarecimento destes assuntos aqui mencionados e igualdades de direitos na bonificação porque docentes e CTA, se não sabem, só juntos em que fazem a universidade funcionar. Devolvam ao CTA o seu pobre e único bónus de efectividades por favor porque o descontentamento é muito notório na CTA.

Festas felizes e boa continuação de luta no combate à corrupção, papá Nyusi.

Por membros da UEM

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