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SELO: É tempo de o jornalismo ajudar na solução dos problemas do país - Por Delfim Anacleto
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Vozes - @Hora da Verdade
Escrito por Redação  em 13 Setembro 2017
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Moçambique enfrenta, na actualidade, um dos momentos mais difíceis da sua história, caracterizado por crises de vária ordem. O apoio ao Orçamento do Estado por parte dos principais doadores internacionais foi cancelado, afectando grandemente instituições públicas e não só.

A inflação aumentou e, como consequência, o poder de compra dos principais produtos e serviços para a sobrevivência da população reduziu drasticamente.

Não faltam exemplos para ilustrar o que vincamos. Os preços de arroz, farinha, óleo, açúcar, combustíveis, energia, transporte entre outros que, por economia argumentativa não conseguiremos esgotar, têm conhecido mexidas, sempre em prejuízo do cidadão.

Esta situação não é exclusiva ao nosso país, todos os Estados do mundo têm passado por situações similares, e graças ao empenho de vários sectores dos respectivos países têm conseguido ultrapassar.

Não existe uma fórmula perfeita capaz de resolver os problemas de todos os países, uma vez que as dificuldades enfrentadas variam de um Estado para outro, cabendo a cada um deles adoptar medidas que se adeqúem às tipicidades dos respectivos problemas.

Nesse exercício de procura de fórmulas para contradizer o sentido das coisas para o melhor, o jornalismo, enquanto instituição provedora de informações para a sociedade, tem um papel fundamental: ajudar a encontrar soluções que contribuam para ultrapassar as diversas crises que actualmente afectam o Estado.

Moçambique precisa de um jornalismo que se ajuste aos desafios da actualidade, ou seja, que ajude no desenvolvimento. Precisa de uma imprensa que mostre o caminho pelo qual os moçambicanos devem trilhar para alcançar o sucesso pessoal, familiar e colectivo, cumprindo desta forma com uma das suas vocações, a de formar a sociedade.

Uma imprensa que não se concentre somente naquilo que está mal na nossa sociedade. Ao dizer por exemplo que "vivemos num verdadeiro inferno", referindo-se ao nosso país, não abre possibilidades de um futuro risonho, ou seja mata toda a esperança do nosso povo.

O nosso país não precisa igualmente de um jornalismo ilusório, que se ocupe apenas em apresentar percentagens e realizações triunfalistas, sem dizer o que tais percentagens e acções significam na vida de cada indivíduo. Um jornalismo que incute a falsa ideia de que, pelo facto de o pais ser detentor de recursos minerais e outros de elevado valor económico, ja ee o suficiente para comemorar, sem dizer exactamente o que as pessoas precisam fazer para beneficiarem-se de tais recursos nao ajuda em nada para o desenvolvimento.

Moçambique precisa de um jornalismo que não somente identifica os problemas, mas que sugira soluções. E há condições favoráveis para a prática desse tipo de jornalismo. O país de hoje não é igual ao de 1975, em que contávamos com menos quadros qualificados.

Hoje, passados 42 anos da nossa indepedencia, temos recursos humanos qualificados suficientes de áreas diversas. Anualmente assistimos inúmeras cerimónias de graduação que incidem directamente nos sectores que constituem nossa preocupação. Tantos são os engenheiros agrónomos, ambientalistas, economistas, cientistas políticos, pedagogos, médicos, entre outros que muito têm mipor dar ao país se lhes for dada a oportunidade.

O que o jornalismo precisa fazer, neste momento, para ajudar nos esforços com vista transpor as crises que afundam o povo, é saber explorar esses quadros qualificados de que o país dispõe.

Identificar os problemas e procurar os entendidos nas respectivas matérias com o intuito de obter esclarecimentos e possíveis soluções que ajudem a resolvê-los, poderá ser uma fórmula para o nosso jornalismo contribuir para o crescimento deste país.

O que o jornalismo precisa fazer, concretamente, é produzir notícias, reportagens e entrevistas envolvendo as diferentes escolas e universidades espalhadas em todo o território nacional para colher a sensibilidade dos formandos e formados em relação às situações que afligem Moçambique.

Por Delfim Anacleto

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