Desafio é desenvolver indústrias culturais - Guebuza

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“Precisamos de continuar a melhorar o desempenho da associação da actividade económica com as artes e cultura para que dela se derivem maiores benefícios com o impacto no bem-estar dos nossos criadores e no crescimento da contribuição das artes e cultura no nosso Produto Interno Bruto”, disse Guebuza.

O estadista moçambicano lançou este desafio quando falava durante a abertura do Sexto Festival Nacional de Cultura, o maior evento do género organizado pelo Governo, que nesta edição decorre na capital de Manica sob o lema “Celebrando 2010- Ano Internacional de Aproximação de Culturas”.

Na sua intervenção, Guebuza disse que o povo é detentor de um grande potencial artistico-cultural expresso através da música, dança, literatura, indústria efonográfica e cinematográfica, bem como por via de edição de jornais, revistas e outras publicações e formas criativas que o génio moçambicano é capaz de realizar.

Guebuza disse que em todo o país têm sido realizados festivais integrando diferentes facetas do rico património cultural de Moçambique. Associado a essas manifestações e a estes festivais, existe um vasto e diversificado património cultural com um enorme valor turístico, bem como outras oportunidades de geração de renda a partir dos bens do país, manifestações e expressões culturais. “A indústria criativa tem assim um grande potencial para criar postos de trabalho e integrar mais compatriotas nossos na dinamização da nossa economia, usando o seu talento e mãos na luta contra a pobreza”, afirmou.

Contudo, para que isso acontece, é necessário vencer alguns desafios, um dos quais prende-se com a necessidade de os moçambicanos despertarem para o potencial das suas indústrias culturais e convencerem-se de que é possível derivar inúmeros benefícios a partir dos criadores, promotores e a Nação inteira. Segundo o estadista moçambicano, o outro desafio prende-se com a formação de mais quadros, a todos os níveis, para a gestão e promoção das indústriais culturais do país e a produção cultural artística em Moçambique.

“O terceiro (desafio) associa-se a necessidade de reforço das parcerias entre o Estado, Sector Privado e os artistas e associações de artistas e outros criadores para se assegurar a implementação da legislação e políticas aprovadas para os diferentes sectores da área da cultura”, disse Guebuza.

Para o estadista moçambicano, uma das áreas que devem merecer atenção e empenho é a protecção dos direitos de autor e o combate a pirataria, uma prática que, segundo Guebuza, não só lesa o criador, o empresário e o Estado, mas também corrói o bom nome do país no concerto das nações.

Guebuza salientou que este festival vai permitir a troca de conhecimento entre os participantes e o público no geral, bem como uma oportunidade para promover o diálogo entre o conhecimento milenar do povo e as criações mais recentes do moçambicano. Este evento, que decorre numa das cidades mais frescas de Moçambique, vai prolongar-se até ao próximo dia 1 de Agosto, e conta com a participação de milhares de pessoas, entre artistas, técnicos e o público em geral, incluindo delegações provenientes de todas as outras 10 províncias do país.

A cerimónia de quarta-feira contou com a presença de mais de duas mil pessoas, mais de metade artistas, de diferentes faixas etárias, que apresentaram alguns números culturais.



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