| Editoral | | Escrito por Redacção | | Quinta, 09 Fevereiro 2012 15:52 | Um filme lançado recentemente, num espaço cinematográfico de referência mundial, retrata o dia-a-dia de uma família humilde num país distante do nosso. O enredo gira em volta da morte e da impotência das pessoas diante dela. Não se trata, contudo, do percurso natural que leva o ser humano até ao último suspiro. É, diga-se, uma ficção em torno de mortes que poderiam ser perfeitamente evitadas. Ou seja, os cidadãos desse país morrem de malária, cólera e de outras doenças perfeitamente curáveis. Num dia qualquer, um casal jovem acordou sobressaltado: os dois filhos menores estavam febris. O hospital local distava pouco mais de 20 quilómetros e, por ironia, o transporte público não circulava depois das 19h. Triste sina de quem morava num bairro periférico sem nenhum tipo de infra-estrutura. | | Continuar... | | Editoral | | Escrito por Redacção | | Quinta, 26 Janeiro 2012 12:22 | Num país onde quase todos os dias se assiste a uma permanente e crescente crispação da cultura de responsabilização, as práticas enviesadas e atitudes sem nenhuma réstia de sentimento ou quaisquer entranhas de humanidade (protagonizadas pelos que deveriam dar o exemplo) têm vindo a tornar-se no pão nosso de cada dia. Ininterruptamente, o desleixo e a negligência, que assolam as pessoas que se encontram em frente das instituições cujo objectivo primário é servir o público, prosseguem em lume brando, fazendo adormecer os moçambicanos que (sobre)vivem sob a tirania da sua pobreza reduzindo-os, assim, a meros objectos descartáveis. A chuva que caiu na semana finda, deixando a cidade de Maputo, por sinal a capital do país, submersa, além de pôr a nu o deficitário sistema de saneamento, revelou a insensibilidade da empresa Águas de Moçambique (AdM) e, por tabela, dos que velam pela saúde pública dos moçambicanos empobrecidos. Ou seja, de há uns dias a esta parte os munícipes de Maputo vêem as torneiras das suas casas a jorrarem água turva e, em alguns casos, expelindo um cheiro nauseabundo, mas ninguém diz ABSOLUTAMENTE NADA. | | Continuar... | | Editoral | | Escrito por Redacção | | Quinta, 12 Janeiro 2012 12:12 | O presidente do Conselho Nacional da Juventude (CNJ), Osvaldo Petersburgo, conhecido pelos seus habituais discursos genuflexivos – cheio de frases feitas e lugares-comuns – ao Governo de turno, perdeu uma bela oportunidade de ficar calado, revelando, até à saciedade, a insensatez por que ainda rege aquela agremiação juvenil. Aliás, é sempre assim quando está diante de algum microfone ou gravador. E desta vez, o jovem veio a público dizer que este ano, ele e outros bobos da corte que se acomodam numa suposta Geração da Viragem, estão cansados e vão revelar algumas coisas que andam a esconder este tempo todo e, afirmou ainda, que andam cansados de ser enganados com discursos políticos que não têm nada a ver com a realidade em que vivemos. Que fique claro, os comentários de Petersburgo, que deveriam servir de exemplo para milhões de jovens que vivem à intempérie, sem emprego e tão-pouco perspectivas de dias melhores, não passam de um teatro mal encenado, com tudo de ridículo. Na verdade, não passam de um farisaísmo crasso. | | Continuar... | | | Editoral | | Escrito por Redacção | | Quinta, 02 Fevereiro 2012 13:20 | Depois de celebrarmos os anos Eduardo Mondlane e Samora Machel é chegada a altura de olharmos de frente para o ANO DA PILHAGEM, pois são cada vez mais evidentes as manobras de bastidores em relaçãoà delapidação da riqueza e do suor dos moçambicanos. Os acordos, esses, já estão feitos. Falta só depositar o valor do saque na conta dos DONOS DO PAÍS. O ano Samora Machel foi, no nosso entender, um ardil para maquilhar o desrespeito pelo povo, o legítimo dono do país. É evidente que, no momento, a maior importância, porque é chegado o fim do ciclo, é vestir a pele da hipocrisia e usar o nome de Samora Machel para granjear simpatia nos corações onde ódios foramsemeados por uma governação assassina. Quem não sabe que o salário de Samora Machel, assim como dos restantes membros do seu executivo, era do domínio público? | | Continuar... | | Editoral | | Escrito por Redacção | | Quinta, 19 Janeiro 2012 14:44 | Perante a impotência das pessoas, na periferia de Maputo, para suster a força das águas e, desse modo, impedir que estas invadissem as suas paupérrimas residências, @Verdade viu a pobreza como produto da indiferença que apaga a identidade humana: a súplica e o desdém, a força da natureza e a fragilidade do homem, o sublime e o profano. O cenário, em Maputo, mostra a dimensão estática de uma cidade paralisada no tempo e de outra que passa inclemente e apressada de 4x4. | | Continuar... | | OBITUÁRIO | | Escrito por Redacção | | Terça, 10 Janeiro 2012 09:57 | A morte, sempre inoportuna, apareceu mais uma vez para semear luto na cultura moçambicana. Vão a enterrar na manhã desta terça-feira, 10 de Janeiro, as 10h no Cemitério de Lhanguene, os restos mortais do coreógrafo moçambicano, Júlio Matlombe. Matlombe perdeu a vida, no passado domingo, vítima de doença, no Hospital Central de Maputo. | | Continuar... | |