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Bancada da Renamo promete lutar no Parlamento "para que a Democracia sobreviva” em Moçambique
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Tema de Fundo - Tema de Fundo
Escrito por Adérito Caldeira  em 13 Janeiro 2020 (Actualizado em 14 Janeiro 2020)
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Foto de Adérito CaldeiraO novo líder da bancada do maior partido de oposição em Moçambique disse ao @Verdade que “o principal desafio da Renamo nesta Legislatura é lutar para que a Democracia sobreviva”. Aos 50 anos de idade Viana da Silva Albino Magalhães regressa à linha da frente e não acredita que por “milagre” a ditadura do voto deixe de imperar no Parlamento.

O antigo professor de português, licenciado em linguística pela Universidade Eduardo Mondlane, assumiu nesta segunda-feira (13) um dos mais pequenos grupos parlamentares de sempre da Renamo, que se auto intitulou de “sobreviventes da fraude eleitoral”, pouco tempo depois de ser investido deputado da IX Legislatura pelo Círculo Eleitoral da Zambézia.

Numa curta entrevista ao @Verdade Viana Magalhães declarou que “o principal desafio da Renamo nesta Legislatura é lutar para que a Democracia sobreviva, porque foi seriamente afectadas nas últimas eleições e corremos o risco de regredir para o partido único”.

“Queremos aprimorar os órgãos de governação, outro grande desafio que temos é a despartidarização do Estado. Ficou visto, mais uma vez, nesta eleições que a Polícia, o Executivo, os Tribunais, o Conselho Constitucional, a CNE, estavam todos de um lado e desvirtuaram o sentido de voto”, argumentou o novo timoneiro do partido Renamo na chamada “Casa do Povo”.

Confrontado pelo @Verdade com o desejo do presidente do partido Frelimo e Chefe de Estado, que a Legislatura seja de “consensos” e que a ditadura do voto da bancada maioritária deixe de imperar Magalhães dá o benefício da dúvida a Filipe Nyusi. “Eu espero que não fiquem apenas as palavras mas se traduzam em acções, o Chefe de Estado já nos habituou, inclusive a dizer que as boas ideias não tinham cor partidária mas não prática não é isso, oxalá desta vez aconteça o contrário. Seria bom para o país que sairia a ganhar. Parafraseando o que ele (Filipe Nyusi) disse o que deve estar acima de tudo são os moçambicanos em Moçambique, oxalá isso se concretize”, esclareceu ao @Verdade .

Natural da Província da Zambézia o líder parlamentar explicou ainda que o maior partido de oposição não apresentou nenhum candidato à presidência da Assembleia da República “porque conhecemos o comportamento do nosso adversário, não havia de acontecer nenhum milagre”.

Viana Magalhães não pertence ao grupo dos históricos guerrilheiros pela democracia, entrou para a Renamo em 1994 e foi responsável pelo setor de informação do partido, adjunto do ex-secretário-geral, delegado do partido na província de Tete, membro da Comissão Nacional de Eleições Gerais em 2000, ascendeu a secretário-geral em 2003, entrou para o Parlamento, assumiu a direcção do Gabinete de Eleições da formação política e no início deste ano foi indigitado para chefiar o Gabinete de Ossufo Momade.

MDM não acredita nas boas intenções de Filipe Nyusi

Foto da Assembleia da RepúblicaTal como a maioria dos moçambicanos o Movimento Democrático de Moçambique não acredita nas boas intenções de Filipe Nyusi em não usar a ditadura do voto do partido Frelimo na Assembleia da República. “A experiência e prática tem nos ensinado o contrário” disse ao @Verdade Lutero Simango.

Para Simango, que vai continuar a chefia a bancada parlamentar, nesta legislatura a mais pequena de sempre, o primeiro desafio para o MDM, “como o de todos os moçambicanos, é a paz, precisamos da paz efectiva”.

“Depois garantir que a nossa economia seja inclusiva e possa gerar riqueza para o bem estar do povo e daí a problemática da gestão das receitas das exploração dos recursos que tem de ser definido agora com muita clareza”, acrescentou o deputado eleito pelo Círculo Eleitoral da Cidade de Maputo.

Frelimo não sabe (ainda) como materializar o desejo do seu presidente no Parlamento

Foto da Assembleia da RepúblicaO novo líder da bancada maioritária na Assembleia da República deu a entender ao @Verdade que ainda não sabe como materializar o desejo do presidente Filipe Nyusi que pretende que a ditadura do voto deixe de imperar no Parlamento. “A característica da Frelimo é trabalhar na busca de consensos, foi sempre assim. Quando for necessário tomar posições com bases muito objectivas no interesse dos moçambicanos, naturalmente, a bancada maioritária irá exercer o seu papel.

“Mas no sábado, na aula inaugural que o presidente do partido teve com os deputados chamou atenção para fazer dos 184 deputados uma bancada muito flexível que busque sempre consensos”, aclarou Sérgio José Camunga Pantie que aos 53 anos de idade vai liderar os 183 deputados do partido Frelimo no Parlamento.

Confrontado pelo @Verdade com o facto de logo na primeira votação a ditadura do voto ter sido usada para eleger Esperança Bias, como presidente da Assembleia da República, o deputado eleito pelo Círculo Eleitoral de Sofala argumentou: “É um processo, estamos a iniciar, estamos a construir o pais e isto leva tempo. Em cada dia, em cada legislatura é sempre um desafio novo e todos temos de aprender, mas eu estou satisfeito e creio que iremos trabalhar com base nesses princípios”.

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