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Economia continua recessão em Moçambique, no 2º trimestre cresceu apenas 2,3 por cento
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Tema de Fundo - Tema de Fundo
Escrito por Adérito Caldeira  em 11 Setembro 2019 (Actualizado em 12 Setembro 2019)
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A economia moçambicana continua em recessão tendo o Produto Interno Bruto (PIB) caído pelo terceiro trimestre consecutivo desta vez para 2,3 por cento, de acordo com o Instituto Nacional de Estatística (INE) a desaceleração no 2º trimestre de 2019 foi impulsionada pelo sector primário que registou um decréscimo de -0,6 por cento. Para o Administrador delegado do Standard Bank, Chuma Nwokocha agora “há potencial para retomar o crescimento”.

As Contas Nacionais publicadas esta semana pelo INE indicam que “o PIB do 2º trimestre de 2019 foi revisto em baixa em 0,2 pontos percentuais”, comparativamente aos 2,5 por cento do 1º trimestre e em quase metade dos 4,6 por cento do 1º trimestre de 2018.

“O desempenho da actividade económica no 2º trimestre de 2019 é atribuído em primeiro lugar ao sector terciário que cresceu 3,5 por cento, com maior destaque para os ramos de Transportes, Armazenagem, Actividades auxiliares dos transportes, Informação e Comunicações com um crescimento na ordem de 6,7 por cento, seguidos dos ramos de Aluguer de Imóveis e Serviços prestados as empresas com 4,7 por cento”, indica o documento do INE.

De acordo com o Instituto Nacional de Estatística: “Ocupa a segunda posição o sector secundário com um crescimento de 2,1 por cento, induzido pelo ramo da indústria Manufactureira com 3,7 por cento, coadjuvado pelo ramo de construção com um crescimento de cerca de 3 por cento”.

Porém os ramos de Electricidade, Gás e Distribuição de água continuam em decréscimo com -2,9 por cento, no entanto em recuperação comparativamente aos -7,1 por cento do trimestre anterior.

“O sector primário registou um decréscimo na ordem de -0,6 por cento, sendo que contribuíram para tal, os ramos da Agricultura, Pecuária, Caça, Silvicultura, Exploração florestal e Actividades relacionadas com menos 0,05 por cento e Indústria Extractiva e Mineira com -3,5 por cento. Entretanto, o ramo da pesca registou um crescimento na ordem de 2,1 por cento”, assinala o INE que ressalva que esta desaceleração foi influenciada pelos ciclones Idai e Kenneth que massacraram as regiões Centro e Norte de Moçambique.

No entanto não estão claras as razões da desaceleração da Indústria Extractiva e Mineira, que no 1º trimestre já havia crescido modestos 2 por cento, afinal a zona carbonífera da Província de Tete não foi fustigada pelas Calamidades Naturais assim como o trajecto do carvão para exportação não foi afectado.

“Há potencial para retomar o crescimento”

Instado pelo @Verdade a comentar estes números o Administrador delegado do Standard Bank, Chuma Nwokocha, chamou atenção: “Não podemos esquecer que os números de crescimento são cíclicos, agora estamos a entrar no fim do ano e poderá ter impacto”.

No entanto o responsável do terceiro maior banco comercial em Moçambique acredita que “há potencial para retomar o crescimento”.

Estes números de recessão da economia moçambicana são no entanto melhores do que a projecção do Fundo Monetário Internacional (FMI) que estimou que o Produto Interno Bruto iria desacelerar para 1,8 por cento reflectindo o impacto dos ciclones no Centro e Norte do país.

Em Maio o representante do FMI em Moçambique, Ari Aisen, disse ao @Verdade que o impacto na economia dos ciclones Idai e Kenneth “não é um choque que vai requerer muitos anos de crescimento para poder compensar”.

Aisen explicou que como o crescimento será impulsionado pelo sector primário, principalmente pela Agricultura, é expectável um “ajuste em V” que poderá colocar o PIB nos 6 por cento em 2020.

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