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Barclays Bank Moçambique culpa “diminuição das taxas de juro em 2018” pela redução de receitas de 4 para 3 biliões de Meticais
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Tema de Fundo - Tema de Fundo
Escrito por Adérito Caldeira  em 23 Junho 2019 (Actualizado em 24 Junho 2019)
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O Barclays Bank Moçambique facturou 3,3 biliões de Meticais no ano passado menos 700 milhões do que em 2017 e justifica: “Como consequência da diminuição das taxas de juro em 2018, a margem financeira registou uma diminuição quando comparada com o ano anterior”. Ainda assim, o banco dirigido por Luísa Diogo, aumentou os seus resultados líquidos de 1,1 para 1,4 bilião de Meticais investindo ainda mais na dívida pública de interna.

Embora no Relatório e Contas analisado pelo @Verdade indique que foi “crucial para o desempenho financeiro de 2018 a captação de novos clientes, associada á actualização da base de dados de clientes existentes e à reactivação de contas” o Barclays culpa a obtenção de menos lucros a “diminuição das taxas de juro em 2018, a margem financeira registou uma diminuição quando comparada com o ano anterior”.

O Barclays Bank Moçambique assinala que a margem financeira líquida diminuiu 16 por cento quando comparada com o ano anterior devido a uma combinação das seguintes variáveis: “Taxas de juro mais baixas prevalecentes durante a maior parte do ano, quando comparadas com o ano anterior, como consequência da dinâmica do mercado: ou seja, diminuição da inflação ao longo do ano e introdução da taxa de referência (PLR - prime lending rate) pelo Banco Central durante o ano de 2017. A última baseou-se na nova taxa de política monetária, a MIMO, que foi usada como instrumento para intervenção pelo Banco de Moçambique. Tal teve um impacto de contracção na taxa média de rendimento dos activos durante o ano, resultando numa redução anual, apesar do crescimento dos activos totais. Os ajustes às taxas de juro realizados pelo Banco Central assinalaram uma mudança fundamental no ciclo das taxas, da contenção para a flexibilização, devido às melhorias macroeconómicas no país”.

“O aumento da carteira de crédito durante o ano de 2018 está alinhado com o ambiente da diminuição das taxas durante a maior parte do ano, embora não seja suficiente para compensar a diminuição das margens, devido ao impacto da taxa de juro”, queixa-se o banco dirigido pela antiga primeira-ministra de Moçambique.

Barclays triplicou resultado líquido comparativamente ao ano anterior a crise em Moçambique

O @Verdade que apurou que, tal como os restantes bancos comerciais, o Barclays continua a investir progressivamente na dívida pública interna como forma de obter ganhos e aumentou a sua carteira Obrigações do Tesouro de 2,1 para 3,7 biliões Meticais e os Bilhetes do Tesouro aumentou de 5,3 para 6 biliões de Meticais, além de juros altos estes títulos usado pelo Governo de Filipe Nyusi para financiar o deficitário Orçamento de Estado não estão sujeitos aos 32 por cento de Imposto sobre o Rendimento.

“O balanço do Barclays Bank Moçambique cresceu 26 por cento em 2018 em consequência do crescimento nos depósitos dos clientes, mas também em consequência dos lucros gerados durante o ano. Houve um aumento no volume total de títulos detidos em carteira, bem como no crédito interbancário, que cresceu de cerca de MZN 7 500 milhões (sete mil e quinhentos milhões de Meticais), representando 25% dos activos totais em 2017, para um total de cerca de MZN 9 800 milhões (nove mil e oitocentos milhões de Meticais), representando 26% dos activos totais em 2018. Esta estratégia permitiu ao Banco ter um bom equilíbrio entre empréstimos directos e activos líquidos e, simultaneamente, um bom perfil de crédito do activo total”, admite a instituição financeira.

Apesar da menor facturação o Barclays Bank Moçambique aumentou o seu resultado líquido para 1,4 bilião de Meticais, mais 25,18 por cento relativamente a 2017 e quase o triplo do exercício anterior a crise.

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