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Projecto Rovuma LNG vai alocar 500 milhões de pés cúbicos de gás natural à Moçambique para produção de energia, fertilizantes e combustíveis líquidos
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Tema de Fundo - Tema de Fundo
Escrito por Adérito Caldeira  em 19 Junho 2019 (Actualizado em 20 Junho 2019)
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Foto de Adérito CaldeiraO Plano de Desenvolvimento do Projecto Rovuma LNG, liderado pela ExxonMobil que se propõe a explorar campos unificados da Área 1 e 4, na Província de Cabo Delgado, estabelece que: “As Concessionárias devem disponibilizar uma quantidade total de 500 MMSCFD (milhões de pés cúbicos) de gás natural para o mercado doméstico”. Ao @Verdade o ministro dos Recurso Minerais e Energia revelou que esse gás será usado para produzir “energia, fertilizantes e combustíveis líquidos”.

O Governo de Filipe Nyusi aprovou o Plano de Desenvolvimento do Projecto Rovuma LNG, que prevê o desenvolvimento inicial autónomo e coordenado de 12 triliões de pés cúbicos (tcf) de Gás Natural na Área 4 da Bacia do Rovuma, a partir dos depósitos de petróleo que atravessam a delimitação entre as Áreas 1 e 4, onde é Concessionária e Operadora a Mozambique Rovuma Venture S.p.A.

“As Concessionárias devem disponibilizar uma quantidade total de 500 MMSCFD (milhões de pés cúbicos) de gás natural para o mercado doméstico” estabelece a Resolução 29/2019 da XVI Sessão ordinária do Conselho de Ministro que aconteceu no passado dia 14 de Maio.

Entrevistado pelo @Verdade à margem da Cimeira de negócios EUA – África, que decorre em Maputo, o ministro dos Recurso Minerais e Energia revelou que as prioridades para o uso desse gás são “energia, fertilizantes e combustíveis líquidos”.

No projecto da Anadarko foram disponibilizados 100 MMSCFD de gás natural e depois mais 350 MMSCFD na segunda fase, tendo em conta que foi lançado um concurso em 2016 onde foram selecionadas a Yara, GL e Shell continuamos a discutir com estas e ver o nível de interesse em prosseguir. Em função da apetência estamos a discutir com outras empresas que concorreram à aquele concurso”, esclareceu Ernesto Max Tonela.

A Yara International ganhou direito a usar 80 a 90 milhões de pés cúbicos dia de gás natural da Área 1 para produzir 1,2 -1,3 milhões de toneladas métricas de fertilizantes (Amoníaco/Ureia) e ainda 30 – 50 Megawatts de energia eléctrica.

A GL Energy Africa foram adjudicados 41.8 milhões de pés cúbicos dia de gás natural para produzir 250 Megawatts de energia eléctrica.

E a Shell Moçambique BV irá receber 310 a 330 milhões de pés cúbicos dia de gás natural para produzir 38 mil barris de combustíveis líquidos (GTL Gasóleo, Nafta e Queroseno) e também 50 – 80 Megawatts de energia eléctrica.

Mozambique Rovuma Venture ainda tem de cumprir vários requisitos antes da DFI

O ministro Tonela explicou que: “Para já não será lançado um novo concurso, a não ser que eles se atrasem. Em Dezembro foi dada uma indicação que as empresas tem um tempo para responder que é para permitir que o Governo procure opções”.

O titular dos Recurso Minerais e Energia de Moçambique acrescentou que com a “GL já está avançar, em relação ao da Shell e da Yara haviam questões que ainda não estavam firmes então estamos a dar tempo tendo em conta um deadline”.

Entretanto, e embora o consórcio Mozambique Rovuma Venture S.p.A - liderado pela norte-americana ExxonMobil no qual fazem parte a italiana ENI, a Chinese National Petroleum Corporation, a portuguesa Galp, a sul-coreana Kogas e a Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH) – tenha projectado a sua Decisão Final de investir 23,6 biliões de Dólares norte-americanos para meados deste ano, o @Verdade apurou que várias etapas ainda precisam de ser materializadas com o Governo.

Instituto Nacional de Petróleos

O Executivo aguarda um plano para a monetização do condensado com opções de processamento e utilização no mercado nacional; informação adicional detalhada e distinta sobre o desenvolvimento e produção dos depósitos transzonais e do depósitos não-transzonais; os custos e resultados económicos finais do Projecto incluindo os custos de financiamento, a estrutura de determinação da taxa de liquefação; os planos de conteúdo local e sustentabilidade; o relatório actualizado do estudo de desenho e engenharia; o relatório de certificação de reservas; o mecanismo de medição; e também o Plano de Saúde e Segurança.

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