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Moçambicano Sídio Mugadza banido do futebol pela FIFA por corrupção, caso “não tem nada a ver com a Federação Moçambicana de Futebol”
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Tema de Fundo - Tema de Fundo
Escrito por Adérito Caldeira  em 01 Março 2019
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Foto da página do facebook de Sídio MugadzaA FIFA considerou que o cidadão moçambicano Sidio José Mugadza “é culpado de ter recebido subornos” e decidiu bani-lo do futebol durante 15 anos. “Sei que houve uma coisa com a Tailândia ou algo assim, mas muito antes de nós chegarmos” explicou ao @Verdade Alberto Simango Jr. No entanto ex-timoneiro do futebol no nosso país, Faizal Sidat, garantiu: “Não tem nada a ver com a Federação Moçambicana de Futebol”.

“A câmara adjudicatória do Comitê de Ética independente apurou que o Sr. Sídio José Mugadza, funcionário da Federação Moçambicana de Futebol (FMF), é culpado de ter recebido subornos em violação do Código de ética da FIFA”, refere um comunicado do órgão que gere o desporto rei recebido pelo @Verdade e que indica que a investigação contra o cidadão moçambicano “foi aberta a 11 de Julho de 2018”.

O documento acrescenta que: “Na sua decisão, a câmara adjudicatória apurou que o Sr. Mugadza violou o artigo 11 (corrupção) da edição de 2009 do Código de Ética da FIFA e baniu-lhe por 15 anos de todas actividades relacionadas com o futebol (administrativas, desportivas e outras) a nível nacional e internacional. Adicionalmente uma multa de 3 mil francos suíços (cerca de 185 mil meticais) foi imposta ao Sr. Mugadza”.

O @Verdade tentou sem sucesso contactar Sidio José Mugadza no entanto confirmou tratar-se de um funcionário da FMF há mais de uma década.

“É um funcionário ligado a coordenação das actividades da Federação para Alta Competição, uma espécie de coordenador. Era um administrativo que lidava com assuntos de dentro e fora do país, elo de ligação com a CAF e a FIFA” precisou Alberto Simango Jr. que deixou claro que “esse é um assunto de muito antes do nosso tempo cá”.

“Sei que houve uma coisa com a Tailândia ou algo assim, mas muito antes de nós chegarmos”, acrescentou em entrevista telefónica Simango Jr. que além de presidir a Federação Moçambicana de Futebol é membro do Comissão de Ética da FIFA.

Sidio Mugadza era sub-contratado pela FIFA

Também telefonicamente o @Verdade falou com o antigo presidente da FMF, Faizal Sidat, que foi peremptório: “Não tem nada a ver com a Federação Moçambicana de Futebol”. “O assunto é pessoal dele” declarou Sidat recordando que desde o tempo em que dirigia o futebol em Moçambique Sidio José Mugadza era sub-contratado pela FIFA, “o Sídio foi bastante utilizado desde 2009 em trabalhos da FIFA”.

“Ele era inspector de campos e inspecções do género, sei que ainda na semana passada esteve no Zimbabwe para um trabalho da FIFA”, precisou ao @Verdade o antigo presidente Federação Moçambicana de Futebol.

Sindicatos asiático de match-fixing

Foto da página do facebook de Sídio MugadzaO @Verdade apurou que a condenação de Sidio Mugadza segue-se a de outros dois homens do futebol africano envolvidos em casos de corrupção relacionados com a combinação de resultados.

Ao contrário do moçambicano foram suspensos para toda a vida para um dirigente do futebol zambiano, Boniface Mwamelo, e um árbitro da Tanzânia, Oden Charles Mbaga. Estes casos de corrupção estarão de alguma forma interligados a um dos sindicatos asiático de match-fixing recentemente desmascarado e que durante vários anos comprou jogadores, árbitros e dirigentes para garantir resultados ajustados às suas apostas.

As apostas desportivas que começaram a existir recentemente em Moçambique, particularmente em casas de apostas legais na cidade de Maputo, nem de longe comparam-se as casas de apostas ilegais existentes na Ásia onde a sorte não se fica pelo resultado do jogo mas pode-se apostar no número de pontapés de canto, cartões amarelos, quem inicia a partida e até mesmo na moeda ao ar lançada pelo árbitro para a escolha de campo.

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