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Município de Maputo sonha com Baixa mais turística, quase sem carros, elevador panorâmico e “Rambla” como Barcelona
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Tema de Fundo - Tema de Fundo
Escrito por Adérito Caldeira  em 07 Dezembro 2017
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Apresentação do CMCMTendo o Turismo no horizonte o Município de Maputo pretende requalificar a Baixa da cidade. David Simango tem um ambicioso Plano para até 2025 salvar a história que está a morrer com os cada vez mais velhos edifícios, aumentar a área residencial, organizar os vendedores informais, limitar o tráfego de automóveis, criar uma “Rambla” como de Barcelona na avenida Samora Machel e até edificar um elevador panorâmico. Mas além dos mais de 200 milhões de dólares que o Município e o Governo não têm condicionam o sonho os Ministérios que foram erguidos na Baixa da capital moçambicana.

Um dos problemas para o desenvolvimento do Turismo em Moçambique é o ordenamento territorial, reconheceu o primeiro-ministro, Carlos Agostinho do Rosário, e por isso “(...)pretende-se começar com a acção piloto na Baixa da cidade de Maputo para posteriormente estender-se esta experiência para outros quatro destinos turísticos” disse o governante no lançamento do Fórum do Turismo, na última segunda-feira(04).

Para o Município o reordenamento da Baixa passa por salvar a sua história que está presente em mais de 300 edifícios(que sem normas para a sua preservação correm o risco de ser demolidos e substituídos por prédios e armazéns), reorganizar o comércio de rua(licenciando produtos específicos e em áreas específicas), criar sete mil novos lugares de estacionamento não permanente de viaturas, aumentar o número de cidadãos que residam na Baixa( a densidade populacional é de somente, alargar o espaço para passeios, criar uma estação onde autocarros articulam com comboios e barcos, edificar uma conexão entre a Baixa e o Museu através de um elevador, limitar o tráfego de automóveis e ainda restringir algumas vias apenas para os peões.

“Rambla” de Maputo

“(...) A avenida Samora Machel, que liga a praça 25 de Junho e o Passos do Município, que é neste momento uma zona não muito bem aproveitada, mas tem no seu percurso o jardim Tunduro. Prevê-se que esta rua possa ser uma espécie de Rambla, à semelhança da Rambla de Barcelona que é uma área totalmente pedonal e que oferece no seu percurso vários serviços e associado a vários edifícios patrimoniais, temos o caso da Fortaleza e o Museu da Moeda, estes espaços bem tratados podem ser destinos turísticos” revelou Elónio Cossa que apresentou no Fórum do Turismo o Plano Parcial de Urbanização para a requalificação da Baixa, em representação do Município de Maputo.

Apresentação do CMCMApresentação do CMCM

Este Plano, que se pretende aconteça até 2025, propõe-se a reordenar 2,9 quilómetros quadrados, entre parte do bairro da Malanga, passando por parte do Alto Maé B até uma parte do bairro Central C, e está orçado e 230 milhões de dólares norte-americanos que o Vereador das Actividades Económicas do Município deixou claro não serão investidos pela edilidade.

Apresentação do CMCMMas para além do constrangimento financeiro, o Município de Maputo procura Parceiras Público-Privadas para materializar este sonho, o Plano Parcial de Urbanização para a requalificação da Baixa enfrenta outro grande desafio que são os Ministérios erguidos na avenida 10 de Novembro que se juntam ao Ministério da Economia e Finanças, ao Gabinete do primeiro-ministro e a Marinha de Guerra, defronte da marginal, que demandam um intenso trânsito de viaturas e áreas de parqueamento mas que também são locais onde hoje é proibido tirar fotografias.

Aliás a ideia da “Rambla da Samora Machel” debate-se com desafio similar pois seria ladeada pelo Tribunal Administrativo e por dois novos edifícios governamentais que estão para nascer defronte do local.

“Nós o sector privado para fazermos alguma coisa precisamos de ter incentivos”

No entanto operadores turísticos nacionais chamaram atenção para a grandiosidade do Plano. “O espaço físico é enorme e vai requer um investimento muito grande, eventualmente começando por uma área um pouco menor e depois depois ir expandindo para o resto será mais eficiente” anotou João das Neves, responsável pelo Pelouro do Turismo na Confederação das Associações Económicas.

Quessanias Matsombe, presidente da Federação Moçambicana de Turismo e Hotelaria, “temos muito boas ideias mas o meu receio é que daqui a dez anos voltaremos a discutir os mesmo problemas de hoje. Queria sugerir que elegêssemos duas ou três ideias e com um plano concreto, com timings e tentarmos cumprir. A outra questão que não ouvi é que é que nós fazemos com a marginal, olho para ela como uma fonte de receita, um destino turístico de eleição (...) Eu penso que do gabinete do primeiro-ministro até a aldeia dos pescadores nós devíamos ter um plano de desenvolvimento turístico, e a questão que nós temos é que devemos concessionar a parte da praia aos operadores como forma de disciplinar o uso da praia pelos cidadãos”.

“Nós o sector privado estamos prontos a investir na requalificação dos espaços e nas atracções turísticas, nos estacionamentos e outras coisas, mas é crucial que haja um entendimento da parte do Governo de que para fazermos alguma coisa precisa de ter incentivos, precisa de parceria, precisa de ser acarinhado (...) algumas isenções, se calhar no espaço que é necessário” apelou Noor Momade, presidente da Associação das Agências de Viagens de Moçambique.

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