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Inhambane vergastado por mais um acidente de viação horroroso que deixa seis óbitos e 28 feridos
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Escrito por Emildo Sambo  em 09 Agosto 2017
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Foto de Cidadão RepórterSeis pessoas morreram e outras 28 ficaram feridas, das quais 10 em estado grave, em consequência de um terrível acidente de viação ocorrido na madrugada de terça-feira (08), no distrito de Vilankulo, província de Inhambane, envolvendo um autocarro de passageiros e um camião. O desastre aconteceu quase no mesmo local onde há um ano outras 15 pessoas perderam a vida nas mesmas circunstâncias.

O sinistro, que deixou igualmente avultados danos materiais nos veículos envolvidos, deu-se na localidade de Mavanza, ao longo da Estrada Nacional número um (EN1).

Das vítimas mortais consta uma criança de seis anos de idade, segundo Cláudio Langa, porta-voz do Comando-Geral da Polícia da República de Moçambique (PRM).

O autocarro de passageiros, que fazia o trajecto norte/sul, embateu-se violentamente na parte traseira de um camião que se encontrava estacionado na berma da estrada.

Dados colhidos no local pela corporação indicam que “o excesso de velocidade e a fraca visibilidade na via, devido ao nevoeiro”, podem ter concorrido para a desgraça. “O condutor do autocarro está detido”, disse Cláudio Langa.

A lateral esquerda do autocarro de passageiros da companhia “Entre Rios” ficou totalmente “rasgada” e desfigurada e alguns passageiros ficaram desformados.

Alguns corpos ficaram esmagados e presos na carroçaria.

Os sobreviventes foram socorridos para os hospitais distritais de Vilankulo e Massinga e os óbitos levados para a morgue, apurou o @Verdade de fontes policiais em Inhambane.

Acidentes constantes em Inhambane

A província de Inhambane é uma das parcelas do país onde a sinistralidade rodoviária ocorre com alguma frequência e os danos humanos e materiais têm sido avultados.

Foto de Cidadão RepórterMavanza é o mesmo local onde na madrugada de 04 de Abril de 2016, pelo menos 15 cidadãos, entre eles duas mulheres grávidas, morreram em resultado de um sinistro rodoviário que se deu nas mesmas circunstâncias.

A desgraça deveu-se, também, ao excesso de velocidade, à fraca visibilidade e à falta de sinalização por parte do condutor do camião que estava avariado.

Por conta deste acidente, a Procuradoria Provincial de Inhambane iniciou uma investigação que visava apurar as causas e responsabilizar as pessoas envolvidas.

Na sequência a Procuradoria Distrital de Vilankulo instaurou-se um processo-crime nº. 171/PDV/2016 e deduziu a acusação por 15 crimes de homicídio involuntário com culpa grave, segundo um comunicado daquela entidade do Estado, difundido na altura.

Porém, nunca mais se soube, publicamente, qual foi o desfecho deste caso, o que sugere que a culpa morreu solteira.

Período de descanso para condutores

Foto de Cidadão RepórterO Governo aprovou um decreto que regula o tempo de condução e de descanso dos automobilistas profissionais.

O mesmo dispositivo, que impõe também as condições de instalação e utilização do tacógrafo em veículos de transporte público de passageiros e de carga, determina que os condutores de longo curso estar ao volante no máximo oito horas subdivididas em dois tempos de quatro horas e com um intervalo mínimo de descanso de 30 minutos.

De acordo com o Executivo, é imperiosos a troca de turnos com vista a reduzir “os altos índices de acidentes” que envolvem os carros de transporte públicos de passageiros.

Prevê-se que os agentes de fiscalização rodoviária e os proprietários das viaturas possam garantir um maior controlo dos períodos de condução dos motoristas.

Polícia de Trânsito suspeita de negligência

Cláudio Langa disse à imprensa, no habitual briefing à imprensa, que a norma de transporte de longo curso, principalmente para grandes veículos automóveis de transporte colectivo de passageiros, exige que haja dois automobilistas em serviço “para permitir a troca e o descanso durante o percurso”.

Todavia, no caso do acidente fatal em Mavanza, o motorista ora encarcerado estava sozinho e pernoitou no posto administrativo de Phambara, de onde suspeita-se que partiu sorrateiramente.

Foto de Cidadão ReporterDecorre um inquérito no sentido de se apurar responsabilidade, porque desconfia-se que houve negligência por parte da Polícia de Trânsito (PT).

É que, para além de Phambara, temos os postos de controlo de Mangungumete e Mapinhane”.

O que não se percebe, de acordo com o agente da Lei e Ordem, é como é que o autocarro continuou a viagem durante a madrugada sem que supostamente ninguém apercebesse.

“Se os colegas [da Polícia] tivessem tomado um pouco mais de atenção teriam impedido a circulação daquele autocarro, àquela hora” entre a meia-noite e o amanhecer.

“Ou os colegas não estiveram lá na hora em que o autocarro passou” ou fez-se vista grossa, considerou Langa, respondendo a uma pergunta colocada pelo @Verdade.

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