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LAM esconde acidente de um dos seus aviões Q400
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Tema de Fundo - Tema de Fundo
Escrito por Adérito Caldeira  em 17 Abril 2014
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Na segunda-feira, 07 de Abril em curso, um avião de marca Bombardier Q400, com a matrícula C9-AUY, propriedade das Linhas Aéreas de Moçambique (LAM), teve um ligeiro acidente durante a aterragem no Aeroporto Internacional Oliver Tambo, em Johannesburg, na África do Sul. Passados dez dias, ainda não foi possível apurar se houve feridos entre os ocupantes do voo TM 311, que faziam a viagem entre a cidade da Beira e Johannesburg, pois as LAM não assumem a sua ocorrência apesar de o acidente ter sido objecto de apreciação do último Conselho de Ministros.

O @Verdade apurou que às 10h:24 do dia 07 de Abril a aeronave, cujas operações estão a cargo da MEX-Mozambique Express, uma subsidiária das LAM, tocou com a cauda numa das pistas do Aeroporto Internacional Oliver Tambo. “Os passageiros devem ter sentido uma aterragem mais brusca e mais nada, pois se fosse mais grave ter- -se-ia partido” afiançou-nos um piloto moçambicano experiente.

Na sequência deste acidente, as aterragens no Aeroporto Internacional Oliver Tambo estiveram interrompidas durante cerca de uma hora, nesse dia. Vários voos que chegavam a Johannesburg foram encaminhados para outros aeroportos na África do Sul. Segundo fontes da aviação, na altura do acidente estavam no cockpit do Q400 um comandante de nacionalidade polaca, do qual apenas apuramos o nome Mirek, que fazia o “treino em linha” do primeiro oficial Ricardo Pinto como piloto de voo, acompanhados por um “piloto de segurança” de nome Wando Cassamo.

De acordo com o piloto que abordámos, quem pilotava o avião poderá ter puxado muito a manche “mais de seis graus na altura em que arredondava na pista”. Até esta quarta-feira (16), altura do fecho da nossa edição impressa, a aeronave Bombardier Q400, com a matrícula C9-AUY, continuava parqueada no Aeroporto Internacional Oliver Tambo, donde não saiu após o acidente que poderá ter causado danos estruturais.

As nossas fontes, especializadas em aviação, afirmam que embora a olho nu não se vejam grandes danos na aeronave, estes poderão existir e para os detectar é necessário efectuar um “raio x”. O Bombardier Q400 ora acidentado é uma das três aeronaves que se encontram ao serviço das LAM, através da sua subsidiária MEX-Mozambique Express, é de fabrico canadiano e dispõe de capacidade para transportar 72 passageiros na classe económica.

Porque esconder o acidente?

Desde a altura em que apurámos os detalhes deste acidente, procurámos contactar as Linhas Aéreas de Moçambique que não confirmaram a sua ocorrência, tendo mesmo emitido um comunicado de imprensa afirmando que a informação veiculada inicialmente na @Verdade online seria falsa.

Entretanto, uma fonte de grande credibilidade no Governo de Moçambique confirmou-nos a ocorrência deste acidente que chegou mesmo a ser analisado pelos membros do Conselho de Ministros, na 11ª Sessão Ordinária realizada no dia 15 de Abril de 2014 em Maputo. Refira-se que nos últimos meses temos registado, com base em relatos de passageiros, alguns outros incidentes, de pouca gravidade, com as aeronaves das LAM, que detém o monopólio do transporte aéreo comercial em Moçambique.

A companhia, que pratica preços de passagens exorbitantes, tem registado atrasos sistemáticos, cujos serviços a bordo, e mesmo em terra, deixam cada vez mais desesperados os seus clientes, parece ainda estar ensombrada pelo despenhamento de um dos seus aviões Embraer 190, em Novembro de 2013 no qual pereceram todos os ocupantes, e que até hoje não foi esclarecido.

Corpos de 16 vítimas moçambicanas de acidente aéreo transladados segunda-feira

A transportadora Linhas Aéreas de Moçambique (LAM) anunciou nesta quarta-feira (16) em comunicado que os corpos dos 16 moçambicanos que morreram na queda do avião da companhia, em novembro passado na Namíbia, serão transladados na próxima segunda-feira (21).

Na nota de imprensa que enviou à Lusa, a LAM não faz menção aos corpos dos sete cidadãos portugueses que morreram no acidente, ocorrido na Namíbia, mas fonte da companhia disse que os mesmos já foram transladados para Portugal, sem precisar a data em que a operação ocorreu.

A mesma fonte adiantou que os nove passageiros angolanos que também perderam a vida no desastre aéreo da LAM serão transladados na quinta-feira, enquanto os cidadãos chinês e francês perecidos no sinistro já foram transladados.

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