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Dlhakama diz não a guerra, mas impõe revisão da Lei Eleitoral
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Escrito por Redação  em 10 Abril 2013 (Actualizado em 11 Abril 2013)
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Dlhakama diz não a guerra, mas impõe revisão da Lei Eleitoral O presidente da Renamo, Afonso Dhlakama, confirmou nesta Quarta-feira (10) em conferência de imprensa, realizada na sua antiga base na Gorongosa (onde se encontra desde Outubro passado), ter ordenado o ataque ao comando distrital da polícia em Muxúnguè, na província central de Sofala, na madrugada da passada Quinta-feira (5), para libertar os seus homens que estavam detidos, e onde morreram sete pessoas (seis agentes da FIR e um homem da Renamo), porém, garantiu que não vai voltar à guerra.

“Nunca vai haver mais guerra, só poderá continuar a haver esses desentendimentos, atacando à bofetada, sentir a dor e também esticar (gesto de murro)”, afirmou o líder do maior partido da oposição em Moçambique, que acrescentou que foi pressionado a ordenar o ataque pelos seus homens, segundo ele mais de 35 mil em todo o país, que estão descontentes com várias questões já apresentadas e que não tem obtido respostas por parte do Executivo de Armando Guebuza.

"Se recebe biliões de Guebuza demita-se e vá comer com ele lá em Maputo (…) eu disse arranjem maneira, desenrasquem, vocês fizeram a guerra sabem onde vão apanhar armas, respondam! E autorizei, porque disseram se o senhor não nos autoriza hoje, demita-se ou também vamos assassiná-lo”.

Entretanto, o líder da Renamo disse que não foi dele a ordem para atacar o autocarro de passageiros e dois camiões, no passado Sábado (6), contudo não colocou de parte a possibilidade de terem sido homens do seu partido. "Sabe que até agora estão a chegar os comandos de Maputo, com cães especiais, então alguém em resposta pode atacar (...) já não usam carros militares, viajam a civil e só põem fardamento quando chegam a Muxúnguè, então estou a dizer (...) foi por um acidente, não é um alvo aquilo”.

Dlhakama lamentou a perda de vidas humanas sem necessidade, apenas devido à arrogância do Governo, após 20 anos de paz “... lamentar as mortes, são mancebos, miúdos mal treinados a maioria vem do sul, são postos nos blindados, chegam aqui e levam porrada”.

Eleições só quando houver paridade nos órgãos eleitorais

Segundo Afonso Dlhakama, o chefe de Estado moçambicano terá enviado uma mensagem a pedir a cessação das hostilidades a qual o líder da Renamo respondeu com um pedido da retirada dos blindados e dos polícias e militares que estão em Muxúnguè. “Se ele não retirar a partir de hoje e amanhã (Quarta e Quinta-feira) e eu verificar que estão aqui a aproximar, mando atacar. Porque se eu não mando atacar o primeiro obus vai matar-me e eu já não posso responder”.

O presidente da Renamo afirmou ainda que não quer encontrar-se com o Presidente de Moçambique, Armando Guebuza, pois nada do que foi colocado na mesa, no encontro anterior entre ambos, teve desenvolvimentos positivos. “Parece que estou a ir pedir dinheiro (…) neste momento não está claro eu encontrar-me com Guebuza, para dizer o quê? Para vocês (jornalistas) escreverem que o Dlhakama calou a boca porque foi receber mais dinheiro”.

Sentado sozinho, perante um batalhão de jornalistas que se deslocou a Gorongosa a propósito da conferência de imprensa por ele convocada, Afonso Dlhakama reiterou que não vai haver eleições enquanto a Lei Eleitoral não for revista para garantir a paridade na representação dos partidos políticos na Comissão Nacional de Eleições. “Porque um partido tem mais deputados na Assembleia então tem mais ali (referindo-se aos órgãos eleitorais) para serem árbitros. Se é assim já não vale a pena fazer as eleições porque sabemos que à partida aquele tem a maioria para defendê-lo”.

Sobre a presença da sociedade civil nos órgãos eleitorais, Afonso Dlakhama não tem dúvidas de que enquanto o patrão continuar a ser o partido Frelimo, que também é Governo, ela não existe. “Não é porque não reconhecemos a sociedade civil, não há condições para a sociedade civil porque todos, para viverem, o patrão é sempre a Frelimo. Ainda é cedo para a sociedade civil em Moçambique, talvez daqui a 20 ou 30 anos quando começarmos a ter as indústrias independentes, privadas, para também empregarem os intelectuais”.

Refira-se que esta semana foram empossado os membros das Comissões Provinciais Eleitorais e verifica-se que muitos dos membros da sociedade civil que estão presentes têm ligações umbilicais com o partido no poder, a Frelimo.

O líder da Renamo deixou claro que o objectivo da sua luta é por um Moçambique melhor e pela democracia, não pelo dinheiro, tendo apontado o dedo aos intelectuais que alinham no discurso do Governo a troco do vil metal.

“Os que estudaram em Moçambique é que estão a cometer o crime, um intelectual estar ao lado de uma ditadura a defender coisas porque ganha 30 mil meticais? É preferível andar a pé descalço. Se eu quisesse dinheiro já teria abandonado, se calhar seria o mais rico de Moçambique (…) quero morrer e deixar esperança para as futuras gerações. Quero ser o melhor de África e do mundo" concluiu.

Comentários   

 
0 #1 Salvador Macoo 11-04-2013 02:41
No meu ponto dê vista o Guebas devia ser meio diplomata como foi o Chissa. Recordo que o Dlaka chamava lhe dê irmão. A paz em Moçambique veio p ficar. Transformem as armas em enchadas. Moçambique é conhecido como um país exemplar dê paz para quê mais guerra?

Chega dê morros e bofetadas.
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