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Cheias “engolem”, Chókwè, Guijá e Xai-Xai
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Tema de Fundo - Tema de Fundo
Escrito por Redação  em 23 Janeiro 2013

A província de Gaza, Sul de Moçambique, está eminentemente a ser fustigada pela água da chuva que transborda de algumas bacias e rios, sobretudo do Limpopo. As cidades de Chókwè e de Xai-Xai estão submersas. Mais de 55 mil pessoas residentes em áreas consideradas de maior risco foram evacuadas para as áreas seguras.

Esta terça-feira (22), o Governo declarou um alerta vermelho para as regiões sul e centro. No mesmo dia foram disponibilizados 10 barcos e um grupo da Unidade de Protecção Civil (UNAPROC) para evacuar compulsivamente as pessoas que recusavam abandonar os locais considerados críticos, como é o caso dos bairros 1, 2, 3, 4, 5, 6 e 7 em Chókwè. Os serviços públicos e privados encontram-se encerrados.

No rio Limpopo, sobretudo na estação de Chókwè, o caudal extravasou os limites de alerta e tende a inundar completamente a província de Gaza. Centenas de famílias estão a ser movimentadas os lugares seguros. Para além do caso de Pafuri, onde 2.000 pessoas permaneceram horam isoladas devido à intransitabilidades das vias de acesso locais, tantas pessoas foram sitiadas pela água esta quarta-feira e algumas desaparecidas.

A Ligação entre Chókwè e Macarretane está interrompida porque a água alagou tudo. Para além de destruição de hectares de culturas diversas há relatos de muito gado morto. A situação é descrita como deveras crítica. A água já atingiu os distritos de Guijá e Chibuto. Na bacia de Incomáti, existe também preocupação em relação à estação de Magude.

Na madrugada desta quarta-feira (23), mais de 60 doentes internados no Hospital Rural de Chókwè foram evacuados para outros centros hospitalares porque Xai-Xai, capital provincial está também inabitável.

Segundo o Instituto Nacional de Gestão de Calamidade (INGC), no Limpopo (onde já foram ultrapassados os cinco metros de alerta) os níveis de água aproximam-se aos oito metros e as cheias irão abranger igualmente as aldeias de Chihaquelane, Chiguidela, Chalucuane, Chinangue, Conhane, Marrambandjane, Malhazene, Mapapa, Muianga, Muzumuia, Sangene e Zuza.

Na bacia do Zambeze, o caudal do rio continua acima do nível de alerta, mas com tendência a baixar nas estações de Mutarara e Caia, e para subir em Marromeu. A bacia do Save está tambem com uma tendência crescente.

A porta-voz do Conselho Técnico de Calamidades, um órgão subordinado INGC, Rita Almeida, disse que apesar do abrandamento da chuva em alguns pontos do país, “vamos continuar com cheias nas províncias de Gaza e Inhambane e um pouco mais para o centro. O alerta vermelho foi lançado porque as bacias do Incomáti, Save, Púnguè e Zambeze atingiram níveis de alerta.”

O governo apela à população para que mantenha a calma e observe os avisos e alertas que estão a ser emitidos pelas autoridades competentes. Neste momento, 40 pessoas morreram em todo o país e outras 25.557 estão afectadas pela chuva que cai desde Janeiro em curso. Destas 8.500 vivem nos centros de acomodação. Foram ainda contabilizadas 5.230 casas e 79 salas de aulas destruídas parcialmente.

Ainda de acordo com os dados do INGC, em Maputo, cerca de quatro mil pessoas são vítimas da chuva, das quais 2.740 estão acolhidos em 10 centros de acomodação.

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