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Reputação dos endereços do Governo de Moçambique manchados na internet devido a ciberataques
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Destaques - Tecnologias
Escrito por Adérito Caldeira  em 23 Abril 2019
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A PGR vai revelar no Parlamento que devido a ataques cibernéticos a reputação dos endereços do Governo de Moçambique ficaram manchados na internet. O Instituto Nacional de Governo Electrónico (INAGE) precisou ao @Verdade que cinco instituições do Governo sofreram ataques cibernéticos em 2018, porém o e-sistafe não sofreu qualquer tipo de ataque.

Na próxima quarta-feira a Procuradora-Geral da República (PGR), Beatriz Buchili, vai informar à Assembleia da República que em 2018, “os bancos comerciais reportaram 1.650 casos de operações suspeitas, com prejuízo de 78.654.899,48 Meticais”.

“(...) Duas instituições bancárias foram defraudadas com recursos a plataforma Internet Banking e clonagem de cartões, através das quais os infractores, em conluio com os trabalhadores bancários e de operadoras de telefonia móvel , identificavam números de contas e contactos telefónicos a elas associadas e efectuavam transferência de valores para outras, usadas para ter acesso aos montantes”, citará como exemplo Buchili.

Além dos furtos informáticos de dinheiro e fraudes através dos canais de pagamento electrónicos a Procuradora-Geral da República vai revelar que: “Durante o ano de 2018, algumas instituições da Admnistração Pública foram alvo de ataques cibernéticos, caracterizados pelo acesso a alguns computadores, para de seguida, se encetarem ataques a terceiros, o que originou, ao nível do espaço cibernético, mancha de reputação dos endereços do Governo na internet. Foi instaurado 1 processo que se encontra em instrução preparatória”.

Um experiente profissional em Tecnologias de Informação que trabalha no nosso país há mais de 3 décadas explicou que os ataques foram do tipo “DDoS”, em que um sistema fica sobrecarregado e torna-se indisponível para seus usuários, associados a ataques “botnets”, onde um programa invade um computador tornando-o numa espécie de marioneta que depois é usado para atacar outros computadores, redes e sites.

O @Verdade apurou junto da instituição que vela pela segurança cibernética do Estado moçambicano que: “Durante o ano de 2018 foram identificadas 5 instituições do Governo de Moçambique que sofreram ataques cibernéticos, tendo sido prontamente realizadas intervenções técnicas, tanto por equipa do INAGE e das instituições identificadas, resultando na reposição dos serviços”.

442 processos de crimes cibernéticos em 2018

De acordo com o Instituto Nacional de Governo Electrónico os ataques manifestaram-se através da indisponibilidade temporária de alguns serviços públicos digitais e da falta de acesso a informações actualizadas em páginas web do Governo e assegurou que “não há informação sobre um ataque ao e-sistafe”, em alusão a plataforma electrónica através da qual o Estado procede ao pagamento de salários, ajudas de custos, contratos públicos, fornecimento de bens e prestação de serviços.

“Foi implementado um centro de resposta a incidentes de segurança cibernética (CSIRT) do Governo, que consistiu na instalação e configuração de equipamentos (servidores, computadores e telas para a visualização e controlo de várias situações) e softwares que actuarão no tratamento de incidentes e ataques a computadores e sistemas do Governo a nível nacional”, explicou o INAGE.

A instituição governamental disse ainda ser perspectiva do CSIRT do Governo “implementar continuamente mecanismos que visam minimizar o risco de ataques cibernéticos, bem como informar regularmente a todos os organismos da Administração Pública sobre a iminência de ataques, os procedimentos técnicos que devem ser observados para a devida mitigação ou minimização de ataques, bem como outro tipo de informações relevantes dirigias a técnicos de informática, em particular, e a funcionários e agentes do Estado, no geral”.

No total foram instaurados pela PGR, durante o ano de 2018, 442 processos de crimes cibernéticos, a maioria na Cidade de Maputo, 212 relativos ao furto informático de dinheiro, 196 de fraudes através de canais de pagamentos electrónicos, 19 por burla por meios informáticos e na comunicações, 11 de intromissão através da informática, 2 por violação de direitos do autor, 1 de incitação de menores por meios informáticos e ainda 1 de instigação pública a um crime com uso de meios informáticos. Este último tem como arguido o jornalista Amade Abubacar, detido em Cabo Delgado ilegalmente desde 5 de Janeiro.

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