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Empresas e instituições de ensino superior empenham-se pouco na investigação em Moçambique
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CAMPUS - Soltas
Escrito por Luís Rodrigues  em 04 Maio 2015
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Moçambique continua um dos países no mundo cujas empresas e instituições de ensino superior empenham-se muito pouco na investigação científica, o que faz com que a pesquisa não tenha peso no desenvolvimento socioeconómico, segundo a vice-reitora da Universidade Lúrio, Emília Normahomed.

O pouco empenho no prosseguimento da investigação e um espectro de falta de capacidade para o efeito, o que torna os académicos incapazes de se manterem em contacto permanente com as suas áreas de interesse em prol das comunidades, não é problema novo.

Para Emília Normahomed, que falava na conferência sobre ciência e tecnologia em Moçambique, na semana finda, na cidade de Nampula, o investimento do sector privado na pesquisa é abaixo de 0,25%. Nas instituições de ensino superior, a Universidade Eduardo Mondlane (UEM) é a única, de cerca de 50 estabelecimentos, que dispõe de meios para a produção e difusão dos trabalhos científicos.

“Se estamos certos de que o ensino e a pesquisa são os motores do progresso da sociedade, as universidades e os institutos superiores devem promover essas pesquisas desde os níveis da graduação de modo a aumentar o número de publicações científicas moçambicanas”.

De acordo com a vice-reitora da Universidade Lúrio, alguns países asiáticos, tais como a Coreia do Sul e Singapura, alcançaram níveis de desenvolvimento significativos devido à sua aposta na investigação e investiram nesta área.

Por seu turno, o representante do Ministério da Ciência e Tecnologia, Ensino Superior e Técnico Profissional, Vasco Lino, disse que a comunidade académica deve apostar cada vez mais na ciência e uma das formas de obter bons resultados é estimular esta prática para que os pesquisadores se sintam espevitados.

Neste contexto, a cidade de Maputo vai acolher, a 23 de Maio em curso, a conferência sobre “Ciência e Tecnologia para o Amanhã, Acelerar as Aspirações de Moçambique”. Os participantes são proveniêntes das províncias de Maputo, Gaza e Inhambane.

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