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Erosão ameaça arrastar salas de aula em Namutequeliua
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CAMPUS - Soltas
Escrito por Luís Rodrigues  em 26 Fevereiro 2015
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Cerca de metade das 20 salas de aula na Escola Primária Completa de Namutequeliua, arredores da cidade de Nampula, estão na iminência de ser “engolidas” pela erosão dos solos. O fenómeno põe em causa a vida das mais de duas mil crianças da 1ª à 7ªclasse, inscritos no presente ano lectivo naquele estabelecimento de ensino público.

A convite de alguns pais e encarregados de educação, o @Verdade visitou o local para se inteirar da situação. Além do desmoronamento gradual de terra na qual está assentado o alicerce, os encarregados de educação estão igualmente preocupados com o estado deplorável em que se apresentam as salas de aula.

De acordo com os nossos interlocutores, a direcção da escola tem vindo, nos últimos anos, a forçar os alunos no sentido de comparticiparem na reabilitação daquela instituição de ensino básico, mas os fundos são alegadamente desviados para outros fins.

Em 2014, por exemplo, cada um dos cerca de dois mil encarregados de educação teve que desembolsar 75 meticais, supostamente, para o pagamento de salários do guarda e para a construção do muro de vedação. Entretanto, a empreitada foi confiada a um amador na área de construção civil e o muro não passou de mais um atentado à saúde pública.

A direcção da escola e da Zona de Influência Pedagógica (ZIP) diz não dispor de condições financeiras para combater o problema de erosão e, muito menos, o acentuado estado de degradação das salas de aula. Entretanto, enquanto o problema não se resolve, parte considerável de alunos continua a receber as aulas em salas improvisadas e com todos os riscos daí resultantes. Devido às precárias condições, o local foi apelidado de Kangala (local de venda de bebidas alcoólicas de fabrico caseiro).

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