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Consumo do álcool ainda agasta directores de escolas em Maputo
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CAMPUS - Soltas
Escrito por Coutinho Macanandze  em 14 Agosto 2014
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A directora adjunta administrativa da Escola Secundária Josina Machel, Maria Matavele, queixa-se do consumo de álcool por parte dos instruendos daquele estabelecimento, um problema que na sua óptica deriva da degradação de um conjunto de princípios e valores da conduta humana e da existência de locais de venda nas imediações da escola.

A dirigente diz que quando o portão da “Josina Machel” está fechado com vista a impedir que os educando entrem e saiam no tempo não estabelecido para o efeito, alguns alunos transpõem o muro de vedação para comprar bebidas alcoólicas e, por vezes, consomem nas salas de aula.

Este problema agasta também Orlando Dimas, director da Escola Secundária Francisco Manyanga, para quem o consumo excessivo de bebidas alcoólicas, cigarros e outros estupefacientes naquela e noutras escolas pode resultar das publicidades que são feitas em diferentes pontos da urbe e nos meios de comunicação social. Internamente, a direcção de “Francisco Manyanga” indicou grupos de estudantes para controlarem a situação e denunciar situações anómalas.

Sobre este assunto, o docente universitário Baltazar Muianga considerou, na quarta-feira (13), em Maputo, que os adolescentes e jovens que envolvem cada vez mais no consumo excessivo do álcool é uma forma de afirmação de identidade e masculinidade.

Na sua opinião a responsabilidade deste mal não pode ser imputada apenas ao Estado, as pessoas a que nos referimos provêm de famílias onde os pais e encarregados de educação, os amigos, os vizinhos outros integrantes da comunidade e sociedade têm o mesmo tipo de comportamento.

Segundo o pedagogo, o problema pode, também, estar relacionado com produção em grandes quantidades de bebidas alcoólicas de baixo custo e, por conseguinte, venda das mesmas nas proximidades de escolas, o que é em parte um atentado à saúde pública. Para estancar este mal, é preciso, de cordo com Baltazar Muianga, garantir que as leis criadas para o efeito funcionem efectivamente.

Estes depoimentos foram feitas ao @Verdade, quando este procurou saber se alguma coisa mudou ou não desde que o Governo moçambicano aprovou, em Setembro passado, um regulamento que visa controlar a comercialização e o consumo de bebidas alcoólicas. A medida tem ainda em vista proteger a saúde dos cidadãos, em particular, e assegurar o bem-estar da sociedade, em geral.

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