Mussa Bin Bique não pretende voltar atrás no agravamento das mensalidades | ![]() | ![]() | ![]() |
| CAMPUS - Soltas | |||
| Escrito por Diário da Zambézia | |||
| Segunda, 06 Fevereiro 2012 10:20 | |||
A direcção da Universidade Mussa Bin Bique (UMBB) não está interessada em ceder e satisfazer as reivindicações dos estudantes que fizeram uma carta para a direcção daquela universidade pedindo uma série de esclarecimentos sobre o aumento das taxas das mensalidades, agravadas a partir deste ano lectivo que abre no próximo dia 15 do mês em curso. Depois daquela falta de cultura a que assistiu-se, na tarde da Quarta-feira passada, na delegação daquela universidade, nada mais restava senão falar-se com o reitor da mesma instituição, sediada na cidade de Nampula. Quando o jornal Diário da Zambézia tentou entrar em contacto com o Professor Doutor Francisco Inácio Alar, este atendeu, amavelmente, a chamada mas disse que estava na cidade de Pemba, mas isso não era impedimento para a conversa em torno do assunto. Ele sabia do assunto e começou a esgrimir os seus argumentos. Quando questionado se tinha conhecimento do assunto, Alar respondeu que sabia do assunto e explicou que enviou uma comissão para dialogar com os estudantes, mas, pelos vistos, este diálogo não pegou. “Não pegou porque?”- Questionou o DZ. Em jeito de resposta, o reitor da UMBB disse que “o diálogo não pegou porque estes estudantes deveriam agradecer, porque nunca tiveram encontro com a reitoria e quando eu assumi o cargo, fiz de tudo para manter a cultura de diálogo” - foi assim que explicou. Ora essa, a conversa não foi pouca, quando ainda questionado se as reivindicações dos estudantes não tinham enquadramento, o reitor respondeu que “estes não têm argumentos nenhuns, o que está escrito não corresponde a verdade” - rematou. Universidade vs Shoprite Aqui começou o descarrilar do então jornalista e hoje reitor da Universidade Mussa Bin Bique, Francisco Alar. A fonte comparou a universidade privada com uma casa de comércio. Não se sabe se são todas as universidades privadas ou aquela que ele dirige. Nesta mesma vertente, o reitor disse que, numa altura como esta, de economia do mercado, a Universidade que dirige não podia ficar com as mesmas taxas situadas em 2.500.00MT, porque, na sua óptica, não faziam sentido, olhando a tendência do mercado. Nesta esteira, o DZ perguntou ao entrevistado se a subida, do anterior valor para os 3.600.00MT, que se pretende que seja a taxa a vigorar a partir do presente ano lectivo, era acompanhada com a evolução da universidade em todas as vertentes, como também questionam os estudantes na sua carta. Aqui, ouvi-se o seguinte: “Quem não quer ficar na Mussa Bin Bique sai, porque aquilo compara-se a uma loja de Shoprite e a tendência ou seja, o que os donos querem são lucros e por isso, não podemos andar a brincar com dinheiro” - sentenciou. Num outro desenvolvimento, o entrevistado disse que “neste momento não há plano de construção de instalações próprias em Quelimane, existe apenas um talhão, mas que para construir-se precisa de ser aterrado e isso implica custos” - rematou. E esta questão de professores? Questionou o DZ. Aqui a resposta que se obtive do reitor da UMBB foi de que as anteriores taxas que aquela instituição de ensino cobrava não chegavam para suportar as despesas para pagar professores a tempo inteiro. Dai que se estes estudantes querem professores de qualidade vão ter que aguentar com as novas taxas. Laboratório Quando o DZ indagou ao reitor sobre a falta de laboratório, biblioteca e outras infra-estruturas que corporizam uma universidade, a resposta que obtive foi de que a antiga direcção, já exonerada, nunca quis levar os estudantes ao laboratório, dai que esta culpa já não é da universidade. “Eles têm laboratório, só que, com aquela direcção antiga, era difícil trabalhar no referido laboratório” - disse Alar. Não vamos recuar nunca Sobre o recuo, Francisco Alar disse estar fora de hipótese, porque, na sua óptica, os estudantes que estão a reivindicar a subida de preços não conhecem a realidade, dai que não passa pela cabeça da reitoria recuar. “Não vamos recuar, se quiseres venha no dia da abertura do ano lectivo, estarão lá os novecentos estudantes que a delegação de Quelimane tem” - disse o entrevistado. As atitudes do delegado de Quelimane A delegação da Mussa Bin Bique de Quelimane ignorou, semana passada, a imprensa depois de tantos telefonemas feitos para um tal Gilberto que se diz ser da reitoria. E este assunto foi colocado ao reitor daquela universidade por forma a entender-se se era um bom princípio para um delegado que não tem nem sequer um mês de trabalho. A resposta do reitor Alar foi de que “este senhor é novo e não tem nada a dizer, tudo depende da reitoria” -explicou para mais adiante atacar a imprensa dizendo que “estes colegas da STV têm mania de ligar câmaras para ridicularizar as pessoas, por isso ele não saiu” - disse Alar. Em suma Ao que tudo indica, a procissão ainda vai ao adro e vai fazer correr muita tinta. Se a reitoria da UMBB diz que não vai recuar e por outro lado, os estudantes também dizem que não vão recuar. Resta saber quem irá torcer o braço.
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