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Ministério da Saúde “roga” aos pais protecção das crianças contra estupradores
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Vida e Lazer - Saúde e bem Estar
Escrito por Emildo Sambo  em 20 Dezembro 2016 (Actualizado em 28 Dezembro 2016)
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O espectro de excessos, a devassidão e os abusos de vária ordem na via pública e nas famílias, durante a quadra festiva, já “agitam” o Ministério da Saúde (MISAU), que pede aos pais e encarregados de educação maior cuidado e resguardo das crianças contra eventuais predadores sexuais. E apela ainda à sociedade para que se predisponha a dar sangue com vista a amenizar o crónico problema da falta deste líquido vital nos hospitais.

“Pedimos que haja protecção das crianças e não podemos perpetuar estas situações [violações sexuais]”, disse Elenia Amado, directora nacional adjunta de Assistência Médica, recordando que os casos de abuso sexual contra as meninas, de 2015 para 2016, aumentaram de 93 para 113.

Em Janeiro deste ano, Nazira Abdula, ministra da Saúde, considerou preocupante a aumento (em 24%) das vítimas de estupro, entre elas menores de cinco anos de idade.

Nesta segunda-feira (19), Elenia Amado retomou o assunto para lembrar aos pais e encarregados de educação que as crianças, bem como as mulheres adultas devem permanecer em “locais seguros”.

Em conferência de imprensa que visava anunciar a prontidão do MISAU para fazer face à quadra festiva, a directora nacional adjunta de Assistência Médica, disse igualmente que persiste a falta de sangue em todos os hospitais moçambicanos, sobretudo nas províncias de Gaza e Nampula.

Receia-se que o problema piore nesta quadra festiva e aumente a pressão sobre as unidades sanitárias, pelo que se apela à sensibilidade dos dadores de sangue.

Elenia Amado não se referiu, com precisão, às quantidades disponíveis e necessárias para suprir o tal défice.

Entretanto, a dirigente disse que o sector está receoso com um eventual aumento dos acidentes de viação, da violência doméstica, do abuso sexual, de ferimentos resultantes do uso incorreto de objectos pirotécnicos e da intoxicação alcoólica e alimentar.

Na última quadra festiva, a Saúde recebeu “três mil pedidos” de sangue e tinha em Janeiro último um remanescente de 1.200 unidades para eventuais necessidades, disse na altura Nazira Abdula. Refira-se que o Governo criou, no ano passado, o Serviço Nacional de Sangue (SENASA), uma entidade cujo propósito é promover a política de sangue.

Olegário Muanantatha, director do Centro de Referência Nacional de Sangue, explicou, numa entrevista ao @Verdade, que “nós ainda estamos a ter dificuldades” em assegurar a regularidade na doação do sangue.

Só “temos 50 mil a 60 mil dadores regulares e há aqueles que apanhamos esporadicamente. A cidade de Maputo precisa de 50 mil unidades/ano, das quais metade é consumida pelo Hospital Central de Maputo (HCM)”.

Num outro desenvolvimento, o dirigente daquela instituição do Estado mostrou-se preocupado com o facto de haver falta do líquido vital nas províncias tais como Gaza e Tete, onde as unidades colhidas e inutilizadas devido ao VIH/SIDA são elevadas.

Todavia, os cidadãos ainda não têm a consciência de que doar sangue é “salvar vidas, ajudar os que necessitam e transferir saúde de uma pessoa para outra”.

Anualmente, o país necessita de cerca de 240 mil unidades de sangue, das quais se consegue entre 170 mil e 180 mil. “O tempo máximo de uma bolsa de sangue colhido é de 41 dias (…)”.

Na altura, Olegário Muanantatha considerou que “o mito da oferta das camisetas”, como forma de atrair doadores, deve ser evitado e, acima de tudo, “se se oferecer comida a um dador de sangue corre-se o risco de se ter um perfil de dadores esfomeados. As pessoas podem salvar vidas sem exigirem nada em troca. É dever de todos os moçambicanos alimentar um espírito de solidariedade e humanismo.

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