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Circuncisão Masculina dá mais estilo ao pénis!
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Vida e Lazer - Saúde e bem Estar
Escrito por Redação  em 17 Março 2011 (Actualizado em 18 Março 2011)

Além de ajudar na protecção das doenças sexualmente transmissíveis, incluindo o HIV/SIDA, acredita-se que a circuncisão masculina também garante uma boa higiene e aumenta o prazer sexual. Para alguns jovens ouvidos pelo @Verdade, sem prepúcio o pénis é mais formoso.

Poucos dias depois da inauguração do centro de pequenas cirurgias e circuncisão masculina no Hospital Militar de Maputo o grupo de pessoas que acorre àquela unidade hospitalar para se circuncidar aumentou. “Acho que é por causa das notícias que foram postas a circular pelos meios de comunicação social. As pessoas tinham pouca informação sobre o assunto ”, disse Gustavo André, enfermeiro básico que acompanha os pacientes.

Além da publicidade, a maior parte das pessoas que passou a submeter-se àquela prática fá-lo porque actualmente o serviço é gratuito e no passado a circuncisão custava 2000 meticais. A faixa etária mais frequente é dos 14 aos 30 anos. As pessoas que falaram ao @Verdade afirmam que optam pela circuncisão para evitar doenças sexualmente transmissíveis, sobretudo o HIV.

“Além de fugir das doenças, quero manter uma boa higiene sexual”, contou Domingos Macamo, de 25 anos de idade, residente na Polana Caniço. Macamo, que foi circuncidado há um ano, diz que a parte mais complicada no processo é quando a anestesia acaba e surgem as dores. “É preciso ser forte”.

Para Mateus Mandlate, de 33 anos de idade e residente no bairro Maxaquene, quando se acaba de fazer a circuncisão é preciso saber resistir às provocações das parceiras. “Os médicos disseram que só devíamos fazer sexo seis semanas depois e qualquer tentativa nesse sentido acabaria mal. Tive de ser forte e convincente para acalmar os ânimos da minha parceira”, conta. Mandlate, não fez a circuncisão porque, além da falta de dinheiro, não tinha informações claras sobre o assunto.

E há quem tenha decidido eliminar o prepúcio por simples vaidade. “Eu fiz porque um pénis circuncidado tem mais estilo. Deixa-te à vontade e sem limitações. Antes nunca tive a coragem de ficar pelado diante da minha namorada. Tenho para mim que todos devíamos passar por isto”, disse um jovem de 20 anos, que não se quis identifi car.

Inaugurado pelo Ministro da Defesa Nacional, Filipe Nyusi, e pela embaixadora dos Estados Unidos da América em Moçambique, Leslie Rowe, há duas semanas, além de circuncisões em adolescentes e adultos serão efectuadas no centro outras pequenas cirurgias aos militares e os residentes de Maputo.

Antes da cirurgia, os pacientes são submetidos a uma palestra sobre os cuidados a tomar. Depois passam por um aconselhamento e testagem de HIV. Os portadores do HIV cujas células CD4 estejam fracas não fazem a circuncisão para se evitar possíveis danos colaterais, como recaídas.

O centro é o primeiro do género no país e foi concebido com o apoio técnico da Jhpiego, uma organização não governamental internacional que trabalha na área da saúde e custou 450.000 dólares americanos, que fazem parte de fundos do povo americano disponibilizado por meio do plano de emergência do Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama para o combate ao HIV.

A circuncisão e o HIV

Especialistas explicam que as células do tecido interno do prepúcio absorvem o HIV nove vezes mais do que o tecido cervical das mulheres. A parte interna do prepúcio tem uma superfície mucosa muito susceptível a lesões e, consequentemente, a infecções por doenças de transmissão sexual (DTS´s).

Na África do Sul, um estudo com três mil homens dos 18 aos 24 anos de idade mostrou que a circuncisão reduz em 70 porcento o risco de infecção por HIV. Em 2006, o estudo foi interrompido por razões éticas, para permitir aos participantes não circuncidados a opção por se protegerem.

Em 2006, a Zâmbia e a Suazilândia começaram os programas de circuncisão masculina, mas outros países e instituições aguardavam pelos resultados de estudos adicionais no Quénia e no Uganda.

No entanto, os especialistas apontam para a necessidade de se continuar a praticar sexo seguro, já que a protecção através da circuncisão não é 100 porcento livre de risco. Muitos países, incluindo Moçambique, estão a adoptar a circuncisão masculina como uma das principais armas contra o HIV.

Mas existem vozes discordantes entre cientistas sociais e pesquisadores. Eles argumentam que não existem evidências irrefutáveis sufi cientes para apressar uma circuncisão em massa (ainda nem se sabe ao certo como o prepúcio aumenta o risco de infecção pelo HIV); e porque na África do Sul, por exemplo, parece não haver nenhuma diferença signifi cativa na seroprevalência entre as comunidades que circuncidam e aquelas que não o fazem.

O perigo de os homens encararem a circuncisão como uma solução rápida, ignorando os apelos da Saúde pública quanto ao uso do preservativo e à redução do número de parceiros, é reconhecida pelas duas partes em debate.

Mas o grupo dos que discordam questiona o risco que tal informação pode trazer no que concerne ao uso do látex. Afi - nal, além de ter sido uma grande batalha convencer os homens a usar preservativos, eles oferecem cerca de 90 porcento de protecção.

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