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Xiconhoquices da semana: Julgamento sem a imprensa; Início do Recenseamento Eleitoral; Liberdade de Imprensa
Xiconhoca
Escrito por Redação  em 26 Abril 2019
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Os nossos leitores elegeram as seguintes Xiconhoquices na semana finda:

Julgamento sem a imprensa

Há muito que deixamos de ser um país normal. Uma das situações que contribuem para isso é o comportamento das autoridades da Justiça no país, sobretudo durante o julgamento de alguns casos. A título de exemplo, equipas de reportagem de vários órgãos de comunicação social foram proibidas de fazer a cobertura da audiência de julgamento de Nini Satar e mais dois arguidos acusados de falsificação de documentos. Aliás, primeiramente, foi permitido a entrada de repórteres sem câmaras para captação de imagens fotográfica e de vídeo, mas mais tarde um funcionário do Serviço Nacional Penitenciário (SERNAP) veio informar que era necessária uma credencial, tendo sido forçada a retirada de jornalista naquele recinto. O cúmulo da Xiconhoquice foi o facto de o SERNAP informar que o acesso a audiência devia ser autorizado pelo juiz.

Início do Recenseamento Eleitoral

Algumas situações que temos vindo a assistir relacionadas com processo de Recenseamento Eleitoral demonstram a podridão do nosso sistema eleitoral. Devido à irresponsabilidade e incompetência da direcção do Secretariado Técnico de Administração Estatal, os mobiles para o processo eleitoral estavam sem painéis solares, cabos ou inversores o que dificultou o arranque do recenseamento eleitoral em condições óptimas. Estas situações são propositadas e, como sempre, têm em vista favorecer o partido no poder. Aliás, como afirmou o presidente da Renamo, o Governo da Frelimo e o STAE estão coligados “para impedir um recenseamento eleitoral abrangente, usando, para o efeito, manobras maquiavélicas próprias para reduzir o número de eleitores”. Quanta Xiconhoquice

Liberdade de Imprensa

Enquanto outros países dão passos para frente no que diz respeito a Liberdade de Imprensa, em Moçambique faz-se o contrário. A Liberdade de Imprensa continua a piorar em Moçambique devido as tentativas do Governo de “evitar a cobertura da insurreição islâmica” em Cabo Delgado e a perspectiva de revisão das taxas de licenciamento dos medias. Aliás, desde que Filipe Nyusi é Presidente o nosso país já regrediu 18 posições no ranking da organização internacional Repórteres Sem Fronteiras (RSF). Segundo a Repórteres Sem Fronteiras, a cobertura das actualidades do país também poderia deteriorar-se significativamente se o decreto adotado sobre o aumento drástico das taxas de credenciamento, especialmente para jornalistas e meios de comunicação estrangeiros, fosse aplicado, para além das agressões à jornalistas.

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