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Xiconhoquices da semana: Perseguição a jornalistas em Cabo Delgado; Investigações eternas da PGR; Indignação passiva dos moçambicanos
Xiconhoca
Escrito por Redação  em 11 Janeiro 2019
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Os nossos leitores elegeram as seguintes Xiconhoquices no início de 2019:

Perseguição a jornalistas em Cabo Delgado

Definitivamente, a Polícia mçambicana andam desnorteadas, pois ao invés de perseguir e deter os insurgentes que têm vindo a ceifar vidas de moçambicanos inocentes, viraram as suas atenções aos jornalistas. A título de exemplo, o jornalista Amade Abubacar, da rádio comunitária Nacedje, na província de Cabo Delgado foi detido pela fotografar e entrevistar famílias que estão a abandonar aldeias remotas da província, devido aos ataques de grupos desconhecidos na região. Os agentes da polícia apreenderam o telemóvel do jornalista e levaram-no ao comando distrital de Macomia, de onde teria posteriormente sido transferido para um quartel para interrogatório. Este é o segundo caso em menos de um mês e demonstra, claramente, o quanto as autoridades policiais moçambicanas andam desnorteadas e sem foco.

Investigações eternas da PGR

A Procuradoria-Geral da República (PGR) é uma vergonha de proporções gigantesca. Há quatro anos que a nossa famigerada inoperante PGR tem estado a investigar o que todo mundo já sabe sobre os arquitectos da dívidas contraídas ilegalmente. Aliás, após a detenção de Manuel Chang na vizinha África de Sul, a moribunda PGR fez um comunicado afirmando que que está a encetar diligências junto das autoridades competentes da República da África do Sul e dos Estados Unidos da América” para salvaro, antigo ministro das Finanças que assinou Garantias bancárias ue permitiram a contratação das dívidas das empresas Proindicus, EMATUM e MAM, violando a Constituição da República de Moçambique. Foi preciso um mandado de captura dos Estados Unidos da América para que a PGR sair da sonolência em que se encontra.

Indignação passiva dos moçambicanos

Os moçambicanos são um povo que precisa de ser estudado. É caricato e, ao mesmo tempo, revoltante assistir a passividade da população em relação ao caso das dívidas ilegais. O qe mais chama atenção é indignação passiva dos moçambicanos, sobretudo nas redes sociais, não obstante esteja provado que o futuro do país foi hipotecado por um bando de gananciosos. A detenção de Manuel Chang, um dos arquitectos das dívidas que colocaram o país no abismo em que se encontra, deveria ser um motivo mais do que suficiente para os moçambicanos saírem à rua empunhando dísticos expressando a sua indignação contra toda essa roubalheira organizada.

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