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Xiconhoquices da semana: Amadores que praticam pesca ilegal; Fraude nos exames; Biliões gastos na SIMO
Xiconhoca
Escrito por Redação  em 14 Dezembro 2018
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Os nossos leitores elegeram as seguintes Xiconhoquices na semana finda:

Amadores que praticam pesca ilegal

Moçambicanos são uma espécie de humanos que precisa de ser estudada. Não fazem sentido a situação que se tem estado a verificar no sector da pesca no país. Os próprios moçambicanos são os principais promotores da pesca ilegal que tem estado a devastar os recursos marítimos do nosso belo país. Aliás, os moçambicanos que detém empresas de pesca, além de pescarem fora de áreas e espécies que não tem autorização fazem, têm estado a fazer subdeclaração do que pescam e exportam. Todos os anos, são registados inúmeras infracções protagonizadas por empresas moçambicanas, lesando o Estado. a título de exemplo, no ano em curso foram realizadas mais de 700 inspecções em embarcações que resultaram 101 actuações de multa que no total somam 80 milhões de meticais. Este facto mostra o quão medíocre somos como cidadãos deste país.

Fraude nos exames

Não há dúvidas que o nosso sistema de ensino é uma vergonha de proporções alarmantes. E uma das situações que contribue para isso são as recorrentes fraudes nos exames nacionais. A título de exemplo, o Ministério da Educação e Desenvolvimento Humano (MINEDH) anulou o exame da segunda época da disciplina de Física da 12ª classe, na cidade de Maputo, devido a uma fraude. A avaliação tinha sido marcada para última segunda- feira, mas não foi realizada, porque chegou aos ouvidos da inspecção do MINEDH informações segundo as quais alunos, só na capital do país, já tinham a prova antes da sua realização. Essa situação mostra a podridão das nossas instituições de ensino, até porque não é a primeira vez que se anula um exame no nosso país. Não se pode construir um país com indivíduos que vendem e que compram exames. Que Xiconhoquice!

Biliões gastos na SIMO

Somos, definitivamente, um país sem agenda. Exemplo pardigmático disso é o facto de, depois de gastar mais de 1,8 bilião de meticais nos dois anteriores softwares comprados para a Sociedade Interbancária de Moçambique (SIMO), o Banco de Moçambique(BM) ter contratado a empresa norte-americana Euronet para a instalação de um novo sistema informático para os pagamentos electrónicos interbancários no nosso país. Ou seja, oito anos após a criação da instituição que era suposto disponibilizar um sistema electrónico de pagamentos moderno, seguro, fiável, integrado, inclusivo e de acesso universal, temos estado a assistir a um verdadeiro elefante branco que, ao innvés de trazer dividendos para o país, tem estado a criar prejuízos financeiros avultados. Certamente, por detrás dessa Xiconhoquice toda, há interesses pessoais de um punhado de indivíduos ligados ao partido no poder.

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