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Xiconhoquices da semana: Aumento das Portagens; Pagamentos atrasados aos professores; Negócios das eleições para “Artes Gráficas”
Xiconhoca
Escrito por Redação  em 24 Novembro 2017
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Os nossos leitores elegeram as seguintes Xiconhoquices na semana finda:

Aumento das Portagens

A cada dia que passa os moçambicanos vão sendo surpreendidos com o aumento de preços de alguns bens essenciais. Como se não bastasse o aumento do preço dos combustíveis, eis que os automobilistas, sobretudo da província e cidade de Maputo, viram os preços da portagem subir de forma galopante. Aliás, em menos de seis meses após o último agravamento, a Trans African Concessions (TRAC) voltou a aumentar os preços das Portagens de Maputo e da Moamba para as viaturas ligeiras e pesados de carga média com até dois eixos. Os novos preços, que só entram em vigor no próximo dia 1 de Dezembro, têm agravamentos entre 17 por cento e 27 por cento. O mais caricato em toda essa história é que a concessão, que é mais uma Parceria Público-Privada, tem estado a gerar mais dividendos para os privados do que para o nosso Estado. É mais um caso para dizer que o povo moçambicano está entregue a um bando de abustres insensíveis.

Pagamentos atrasados aos professores

Moçambique é, indubitavelmente, p o único país a nível mundial que maltrata sistematicamente a classe dos professores, não obstante o seu papel fulcral para o desenvolvimento da nação. Quase todos os anos são reportados casos de atraso no pagamento de salários de mais de dois meses a esse grupo de funcionários. A título de exemplo, devido a essa situação, professores de algumas províncias do país ameaçam reter os resultados dos exames escolares em protesto contra atrasos salariais que se têm vindo a registar nos últimos tempos. O mais revoltante é o facto de o Estado moçambicano estar a esbanjar avultadas somas em dinheiro na aquisição de viaturas e aeronaves para um punhado de dirigentes, enquanto centenas de professores vêem-se privados dos seus parcos ordenados para garantir o sustento das suas respectivas famílias.

Negócios das eleições para “Artes Gráficas”

É deveras vergonhoso o nível de promiscuidade em que o Estado moçambicano está envolvido. Uma das situações mais repugnante é o negócio no qual o Secretariado Técnico de Administração Eleitoral (STAE) está metido. Ou seja, o STAE vai pagar cerca de 13 milhões de dólares morte-americanos a empresa da família Sidat, denominada Artes Gráficas, para a melhoria e manutenção do sistema informático e fornecimentos de acessórios. O mais revoltante nessa história é que esse negócio milionário foi entregue a empresa da família Sidat sem ter havido um concurso público. Este não o primeiro negócio do género. Aliás, a empresa Artes Gráficas embolsou num outro negócio cerca de 45 milhões de dólares. Esta situação mostra a podridão do nosso Estado, que de um lado diz que o país está em crise e do outro assistimos a saque aos cofres.

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