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Xiconhoquices da semana: Mural da Praça dos Heróis; Intimidação a Alice Mabota; Raptos
Xiconhoca
Escrito por Redação  em 16 Janeiro 2014 (Actualizado em 18 Janeiro 2014)
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Os nossos leitores elegeram as seguintes Xiconhoquices na semana finda:

Mural da Praça dos Heróis

Os trabalhos de reabilitação do mural da Praça dos Heróis estão a ser realizados sem o consentimento do artista plástico, João Bruno Craveirinha, o autor da primeira obra de pintura do muro. Os nossos leitores consideram a decisão uma grande Xiconhoquice, pois é um insulto à pessoa que idealizou os primeiros traços, além de se tratar de um património cultural que deve ser respeitado.

O facto de ser um património público não tira mérito ao autor. Não é necessariamente obrigatório que seja ele a fazer os retoques do mural, mas os mesmos deviam ser feitos com o seu consentimento.

Os autores dispõem de conhecimentos relacionados com as obras por si desenvolvidas, sendo que os rectificadores se encarregam de fazer pequenas alterações. Uma falha no processo de rectificação poderá desfigurar a obra original. Um património tem de ser respeitado, pois ele representa a cultura de um povo, a história de um país e a identidade de uma nação.

Intimidação a Alice Mabota

Intimidar a presidente da Liga Moçambicana dos Direitos Humanos (LDH), Alice Mabota, é uma Xiconhoquice de proporções gigantescas. Desde quando defender o respeito aos direitos humanos foi uma incitação à violência e desobediência civil? Já não temos dúvidas de que vivemos num país onde as pessoas são obrigadas a “ver, ouvir e calar”. A liberdade de expressão e a manifestação de repúdio a aspectos que não dignificam uma sociedade são uma miragem no nosso país.

Um grupo de agentes da Polícia de Investigação Criminal (PIC) foi visto nas instalações da Liga dos Direitos Humanos, em Maputo, onde entregou uma notificação passada pela PIC a solicitar a presença de Alice Mabota para prestar declarações alegadamente por incitação à violência e à desobediência civil.

Os leitores entendem que a LDH está a cumprir com o seu papel que é de contribuir para a criação e consolidação de uma sociedade educada em relação aos direitos humanos e as respectivas obrigações fundamentais.

Raptos voltam a criar pânico

A situação de raptos protagonizada contra os cidadãos, na sua maioria, de nacionalidade estrangeira dava a entender que era assunto do ano de 2013. Engana-se quem assim pensou. Os sequestradores voltaram na máxima potência e continuam a fazer vítimas. No primeiro mês de 2014, os malfeitores raptaram cerca de cinco pessoas. A título de exemplo, um cidadão de ascendência hindu, Subshash Chandra, foi raptado por cinco indivíduos desconhecidos munidos de uma arma de fogo. Na altura, usavam uma viatura de marca não registada.

Outro cidadão também de ascendência hindu, Kishoor Chootalal, dono da “Casa Pandia”, especializada na venda de capulanas, foi vítima de rapto na última sexta-feira (10). No domingo, um grupo composto por indivíduos cujas identidades não foram apuradas, sequestrou um cidadão de nome Nasser Momad, no município da Matola. Será que não existe uma medida para travar estas situações? É caso para dizer que a Polícia moçambicana anda metida nesses sequestros, pois espanta-nos a ousadia dos meliantes e a indiferença dos agentes da Ordem e Segurança.

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