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@Verdade Editorial: Um bom exemplo de péssimo serviço público
Editorial
Escrito por Redação  em 01 Fevereiro 2019 (Actualizado em 02 Fevereiro 2019)
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Cada vez que se sai dos principais centros urbanos fica mais evidente a qualidade dos serviços prestados pelas empesas públicas, sobretudo aqueles que têm o monopólio do mercado. É o caso da empresa pública Electricidade de Moçambique (EDM), cujos serviços prestados à população moçambicana deixam muito a desejar. Este facto não é novo, perdura décadas.

A vila municipal de Chiúre, na província de Cabo Delgado, é exemplo disso. Esta pacata vila, atravessada pela Estrada Nacional número 1 (N1), tem sido constantemente privada de energia eléctrica por longos períodos, sem falar da péssima qualidade da corrente. Aliás, a cada meia hora, os munícipes dessa vila lhes são privados o acesso a corrente eléctrica.

Na última quinta-feira (31), grande parte da vila municipal ficou sem corrente desde o período da tarde, tendo apenas sido restabelecida no dia seguinte por volta das 8 horas. Estas situações têm sido frequentes e, o mais caricato, é a empresa não se tem pronunciado a respeito disso, deixando centenas de pessoas preocupadas.

Os sistemáticos apagões têm estado a criar prejuízos económcos as famílias e também pequenos comerciantes que dependem da corrente eléctrica para colocarem os seus negócios a andarem. O mais revoltante é que a EDM está preocupada em atingir a agenda e metas estabelecidas pelas Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável no mundo, ao invés de se preocupar cem melhorar a qualidade dos seus serviços.

Por exemplo, a empresa diz que efectuou 247 mil novas ligações de energia, em 2018, e o acesso à electricidade passou de 28 para 34 por cento, o que alimenta a expectativa de alcançar o acesso universal à electricidade até 2030. Isto não passa de uma grande estupidez. O que adianta expandir a rede, mas os moçambicanos não usufruírem de energia?

É importante que se diga que, durante mais de 40 anos, a EDM não conseguiu prover energia eléctrica a pelo menos 50 porcento da população. A EDM, portanto, deve repensar na sua abordagem, focando-se na qualidade ds serviços que presta, ao invés de se preocupar em atingir as metas de Desenvolvimento Sustentável.

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