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Prioridades invertidas
Editorial
Escrito por Redação  em 12 Novembro 2009 (Actualizado em 13 Novembro 2009)
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Considero a Saúde e a Educação as duas grandes áreas prioritárias em qualquer governo, sobretudo em países como o nosso, em vias de desenvolvimento.

Os países subsaarianos - excepto a África do Sul - encontram-se todos neste estágio. É nestes países, novos, que os seus governos deviam investir a maior fatia dos seus recursos nestas áreas porque nada vale mais do que uma boa formação, nada vale mais do que um bom atendimento hospitalar que nos ajude a nascer, a viver com saúde e a retardar a morte.

Que maior capital há que o humano? Um país pode não ter recursos de espécie alguma mas se a sua população estiver bem preparada, está pronta para ultrapassar qualquer barreira ao desenvolvimento - Israel é um bom exemplo disso. Porque, tal como numa banda de música, uma boa formação permite tocar qualquer instrumento.

É por isso que a aposta na Educação é sempre uma aposta ganha e aqui nada é a fundo perdido. Não haja dúvida que hoje os países mais desenvolvidos são claramente os que apostaram há muito numa política de Educação, séria, credível, consistente, sistemática. Vem isto a propósito de uma lista que me veio parar às mãos sobre o investimento na Educação e na Saúde nos países africanos.

Olhando de relance, uma coisa sobressai imediatamente: os governos africanos, nestas áreas, deviam gastar muito mais do que gastam. E não é por acaso que os países que apresentam os melhores índices de desenvolvimento e os mais estáveis são os que se preocupam mais com estas áreas: Botswana, Benin, Costa do Marfim, Gana, Togo, Quénia, etc.

Na cauda, estão os mais instáveis, os mais corruptos, os das guerras permanentes, como o Chade, a Guiné-Bissau, a Nigéria, a RDC ou o Níger. Nós, Moçambique, ficamos a meio caminho a nível continental e na cauda na nossa região da SADC.

Aqui na zona, atrás de nós, só mesmo a Tanzânia. Enquanto os filhos dos nossos dirigentes continuarem a estudar fora e a ser operados ao apêndice na vizinha África do Sul não haverá vontade política para inverter as prioridades.

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