EDITORIAL: A história de Samora exige mais respeito PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Opinião - Editoral
Escrito por Redacção   
Quinta, 02 Fevereiro 2012 13:20

Depois de celebrarmos os anos Eduardo Mondlane e Samora Machel é chegada a altura de olharmos de frente para o ANO DA PILHAGEM, pois são cada vez mais evidentes as manobras de bastidores em relaçãoà delapidação da riqueza e do suor dos moçambicanos.

Os acordos, esses, já estão feitos. Falta só depositar o valor do saque na conta dos DONOS DO PAÍS. O ano Samora Machel foi, no nosso entender, um ardil para maquilhar o desrespeito pelo povo, o legítimo dono do país.

É evidente que, no momento, a maior importância, porque é chegado o fim do ciclo, é vestir a pele da hipocrisia e usar o nome de Samora Machel para granjear simpatia nos corações onde ódios foramsemeados por uma governação assassina. Quem não sabe que o salário de Samora Machel, assim como dos restantes membros do seu executivo, era do domínio público?

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EDITORIAL: O que esconde a lama PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Opinião - Editoral
Escrito por Redacção   
Quinta, 26 Janeiro 2012 12:22

Num país onde quase todos os dias se assiste a uma permanente e crescente crispação da cultura de responsabilização, as práticas enviesadas e atitudes sem nenhuma réstia de sentimento ou quaisquer entranhas de humanidade (protagonizadas pelos que deveriam dar o exemplo) têm vindo a tornar-se no pão nosso de cada dia.

Ininterruptamente, o desleixo e a negligência, que assolam as pessoas que se encontram em frente das instituições cujo objectivo primário é servir o público, prosseguem em lume brando, fazendo adormecer os moçambicanos que (sobre)vivem sob a tirania da sua pobreza reduzindo-os, assim, a meros objectos descartáveis.

A chuva que caiu na semana finda, deixando a cidade de Maputo, por sinal a capital do país, submersa, além de pôr a nu o deficitário sistema de saneamento, revelou a insensibilidade da empresa Águas de Moçambique (AdM) e, por tabela, dos que velam pela saúde pública dos moçambicanos empobrecidos.

Ou seja, de há uns dias a esta parte os munícipes de Maputo vêem as torneiras das suas casas a jorrarem água turva e, em alguns casos, expelindo um cheiro nauseabundo, mas ninguém diz ABSOLUTAMENTE NADA.

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EDITORIAL: O cidadão 4x4 PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Opinião - Editoral
Escrito por Redacção   
Quinta, 19 Janeiro 2012 14:44

Perante a impotência das pessoas, na periferia de Maputo, para suster a força das águas e, desse modo, impedir que estas invadissem as suas paupérrimas residências, @Verdade viu a pobreza como produto da indiferença que apaga a identidade humana: a súplica e o desdém, a força da natureza e a fragilidade do homem, o sublime e o profano.

O cenário, em Maputo, mostra a dimensão estática de uma cidade paralisada no tempo e de outra que passa inclemente e apressada de 4x4.

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EDITORIAL: Menino mau PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Opinião - Editoral
Escrito por Redacção   
Quinta, 12 Janeiro 2012 12:12

O presidente do Conselho Nacional da Juventude (CNJ), Osvaldo Petersburgo, conhecido pelos seus habituais discursos genuflexivos – cheio de frases feitas e lugares-comuns – ao Governo de turno, perdeu uma bela oportunidade de ficar calado, revelando, até à saciedade, a insensatez por que ainda rege aquela agremiação juvenil.

Aliás, é sempre assim quando está diante de algum microfone ou gravador. E desta vez, o jovem veio a público dizer que este ano, ele e outros bobos da corte que se acomodam numa suposta Geração da Viragem, estão cansados e vão revelar algumas coisas que andam a esconder este tempo todo e, afirmou ainda, que andam cansados de ser enganados com discursos políticos que não têm nada a ver com a realidade em que vivemos.

Que fique claro, os comentários de Petersburgo, que deveriam servir de exemplo para milhões de jovens que vivem à intempérie, sem emprego e tão-pouco perspectivas de dias melhores, não passam de um teatro mal encenado, com tudo de ridículo. Na verdade, não passam de um farisaísmo crasso.

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Cultura moçambicana, mais uma vez, de luto! PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Opinião - OBITUÁRIO
Escrito por Redacção   
Terça, 10 Janeiro 2012 09:57

A morte, sempre inoportuna, apareceu mais uma vez para semear luto na cultura moçambicana. Vão a enterrar na manhã desta terça-feira, 10 de Janeiro, as 10h no Cemitério de Lhanguene, os restos mortais do coreógrafo moçambicano, Júlio Matlombe. Matlombe perdeu a vida, no passado domingo, vítima de doença, no Hospital Central de Maputo.

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