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Moçambique dá pequeno sinal para deixar de ser corredor de droga
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Escrito por Redação  em 17 Maio 2019 (Actualizado em 22 Maio 2019)
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A decisão do Tribunal Supremo (TS) em extraditar o cidadão paquistanês Tanveer Ahmed é um pequeno sinal da vontade que parece não existir para que Moçambique deixe de ser “um corredor privilegiado de tráfico de droga”. Ahmed é procurado pelas autoridades dos Estado Unidos da América por tráfico de droga e foi detido em meados 2018, na Província de Cabo Delgado, na posse de vários quilos de cocaína e haxixe, porém foi absolvido.

Para as autoridades do Estado do Texas, Tanveer Ahmed é um perigoso criminoso responsável pela aquisição e transporte de drogas pesadas a partir de vários países, com passagem por Moçambique, e de proceder o seu tráfico para os Estados Unidos da América (EUA).

Contudo no nosso país Ahmed é um cidadão inocente embora tenha sido detido na Cidade de Pemba, em Agosto de 2018, juntamente com outros três cidadãos de nacionalidade tanzaniana, na posse de 34 quilogramas de cocaína e 1,5 quilos de haxixe. No julgamento Tanveer Ahmed foi absolvido mas os seus comparsas condenados.

Detido novamente a 10 de Janeiro, em cumprimento de um mandato de captura internacional proveniente dos EUA e, depois de interpor recurso, teve a sua extradição confirmada nesta quarta-feira (15) pelo TS que “após exame circunstancial do pedido, os fundamentos da defesa e do Ministério Público, o Supremo concluiu que Tanveer Ahmed é, sem margem para dúvida, a pessoa procurada pelos EUA”.

Há décadas que Moçambique é usado como porta giratória de estupefacientes. “O nosso país é tido como um corredor privilegiado de tráfico de droga, com destino a vários países do nosso continente, Europa, Ásia e América, principalmente, através das fronteiras marítimas”, disse a Procuradora-Geral da República no último Informe que prestou a Assembleia da República.

Em 2010, os EUA acusaram o empresário Momade Bachir Sulemane de liderar uma bem financiada rede de tráfico de drogas e de lavagem de dinheiro, “é um traficante de narcóticos de grande escala em Moçambique e a sua rede contribui para a tendência crescente de tráfico de drogas e de lavagem de dinheiro relacionada com o mesmo”.

No entanto nenhum dos conhecidos barões da droga é condenado, apenas os pequenos têm sido detidos e condenados. Em 2018 foram detidos 313 traficantes, 417 consumidores e apreendidos 155,1 quilos de cocaína, 62,7 quilogramas de efedrina e 5,2 toneladas de cannabis sativa (vulgarmente conhecida como soruma).

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