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Falsos inspectores detidos a enganarem comerciante em Maputo
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Destaques - Newsflash
Escrito por Emildo Sambo  em 20 Janeiro 2019
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A Polícia da República de Moçambique (PRM) deteve três falsos inspectores da Inspecção Nacional das Actividades Económicas (INAE), surpreendidos a tentarem enganar um comerciante indiano que tinha multa de mais de 200 mil meticais por pagar ao Estado, na semana finda, na cidade de Maputo.

O facto ocorreu no bairro George Dimitrov (vulgo Benfica), periferia da capital do país, onde vários agentes económicos se queixam de burlas protagonizadas por presumíveis funcionários da INAE.

Porque “a ocasião faz o ladrão” – reza um ditado popular –, segundo um dos trabalhadores do comerciante que seria lesado, um dos acusados “mandou uma mensagem a dizer que era da INAE e conhecia um amigo” com poderes plenos para “anular uma multa de mais de 200 mil meticais”, que recentemente tinha sido aplicada pela INAE.

Para o efeito, era necessário pagar um suborno de 42 mil meticais. O dono estabelecimento fingiu que aceitava e exigiu que os presumíveis trafulhas fossem até à sua loja buscar o dinheiro combinado, mas munidos de documentos que comprovavam a anulação da multa em causa.

Convencidos de que iriam contornar a crise, os suspeitos, que até a última sexta-feira (18) estavam encarcerados na 15a. esquadra, dirigiram-se ao local que lhes tinha sido indicado para receberem o valor. Mas os agente da Polícia e da INAE estavam lá para evitarem a burla.

Em declarações a jornalistas, os acusados contaram que pretendiam tirar dividendos do dono do estabelecimento recorrendo a documentos falsos e reconheceram o seu envolvimento consciente no caso. Mas trocaram acusações, tentando convencer a Polícia a restitui-los à liberdade.

Lourenço Cumbe, chefe de operações de Industria e Comércio, disse que tende a ser normal a existência de falsos inspectores na cidade de província de Maputo. Porém, o trabalho que a INAE a PRM têm levado a cabo permite tirar da circulação alguns trafulhas.

Leonel Muchina, porta-voz do Comando da PRM na cidade de Maputo, alegou que a corporação já estava no encalço do grupo detido, por conta de várias queixas contra o mesmo.

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