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Jovens armam sequestro e acabam nas mãos da Polícia na Matola
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Destaques - Newsflash
Escrito por Emildo Sambo  em 24 Maio 2018
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Um adolescente de 14 anos de idade viveu momentos de pânico nas mãos de três jovens, supostamente raptores e já a contas com as autoridades policiais, no último fim-de-semana, no município da Matola, província de Maputo.

O @Verdade apurou que o adolescente foi sequestrado na sexta-feira (18), no bairro Mussumbuluco e mantido em cativeiro numa obra onde os raptores trabalhavam como pedreiros em Sikwama.

Para lograrem os seus intentos, os malfeitores tiveram acesso ao contacto telefónico da vítima e durante alguns dias mantiveram conversas com ele. Este não estranhou porque eram pessoas já conhecidas.

No dia de execução do plano, um deles ligou para o miúdo pedindo para que fosse ao seu encontro no local próximo de casa e nesse dia não retornou ao convívio familiar.

Já com a vítima sob o seu poder, os acusados, cujos nomes omitimos por razoes óbvias, telefonaram para os parentes do miúdo exigindo um resgate de mais de três milhões de meticais, porque sabiam que se tratava do filho de um funcionário bancário, segundo a nossa fonte.

O plano fracassou porque, na madrugada de sábado (19), o adolescente, que já tinha reconhecido os seus sequestradores, escapou e procurou ajuda.

A Polícia da República de Moçambique (PRM) confirmou o caso e disse que deteve os indiciados na 4a. esquadra no bairro da Liberdade.

Eles confessaram o crime e contaram que arquitectaram o rapto porque precisavam de dinheiro.

A ideia partiu de uma conversa. Na ocasião, um dos integrantes do grupo perguntou o que podia ser feito para saírem da crise, tendo o outro respondido que conhecia uma criança cujos pais tinham dinheiro, porque um deles trabalhava no banco. Por via disso, podiam raptá-lo e depois pedir regaste.

Os indiciados incorrem em pena máxima, caso sejam levados à barra do tribunal.

Refira-se que o último informe da Procuradoria-Geral da República (PGR) indica que, em 2017, houve 18 processos-crime atinentes a raptos, dos quais “16 deduzidos em despacho de acusação”. Pelo menos quatro indivíduos foram condenados a penas que variam de dois a 16 anos de prisão maior, disse Beatriz Buchili, guardiã da legalidade.

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