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Homem violenta a mulher na via pública na Matola
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Destaques - Newsflash
Escrito por Emildo Sambo  em 18 Maio 2018
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Uma séria discussão entre um casal de adultos não acabou em tragédia por um golpe de sorte, na quarta-feira (16), no bairro Zona Verde, município da Matola, província de Maputo. O caricato é que vários mirones e transeuntes só olhavam e se mantinham inertes prante a situação, como quem dizia: “em briga de marido e mulher não se mete a colher”.

Nenhuma das partes quis desvendar o motivo da tal violência mas algumas pessoas que asseguraram ter acompanhado o começo de tudo contaram que a vítima teria proferido palavras tais como o seu ofensor “não era homem (...)” e este se irritou.

O homem, de 45 anos de idade, deu uns “tabefes” à esposa e, para piorar a situação, de todo e todo repudiável na sociedade, pontapeou-a contra um poste de iluminação pública, tendo ela batido com a cabeça e perdido os sentidos por alguns minutos.

Na circunstância, ao @Verdade chegaram informações segundo as quais a senhora, de 39 anos, tinha sido morta à pancada pelo própria marido, em plena via pública.

Chegado ao local dos factos, o constatámos é que a senhora já tinha recuperado os sentidos e estava a ser consolada por outras mulheres.

“Enquanto várias pessoas presentes assistiam a tudo sem mover uma palha sequer, foi preciso um operador de transporte semi-colectivo abandonar os passageiros para acudir” e ainda disse, revoltado, que “as pessoas podem se matar onde há gente por perto a assistir o que não devia deixar acontecer (...)”, narrou uma jovem estudante que se identificou pelo nome de Alice Mazive.

O marido, aparentemente arrependido, disse ao @Verdade que desferiu duros golpes contra a sua mulher por impulso, porque não conteve a ira depois de ela ter lhe ofendido.

Mesmo sem revelar que tipo de insulto recebeu da consorte a ponto esbofeteá-la, ainda mais em praça pública, o homem frisou que se descontrolou.

Na ocasião, a senhora, que no fim daquele “deus-nos-acuda” prosseguiu viagem com o seu marido, desabafou revelando que era a primeira vez que passava por tal situação. “Não passa um mês sem ele me bater e depois pede desculpas”, alegando “é porque eu não lhe respeito. Agora bateu-se porque enquanto andávamos parei para atender uma chamada telefónica da minha irmã e ele perguntou com quem eu estava a falar. Ele faz isso sempre e, desta vez, eu disse que ele não era o homem que conheci. Faz ciúmes por coisas sem sentido e não me deixa respirar (...)”, desabafou a cidadã.

No seu último informe ao Paramento, sobre o estado de justiça em Moçambique, a Procuradora-Geral da República (PRG), Beatriz Buchili, disse que é necessário apostar nas acções de sensibilização das comunidades para que rompam com a inviabilização da responsabilização dos agressores, em parte por “temor, sentimento de culpa por parte da vítima, falta de informação”, etc.

O que não se sabe é se a senhora violentada dirigiu-se ou não a uma unidade policial para participar a humilhação a que foi submetida. Estando na Zona Verde, a queixa devia ter sido feita na esquadra do bairro T3.

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