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Nampula vive momentos de tensão entre edilidade e Procuraria
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Destaques - Newsflash
Escrito por Júlio Paulino  em 30 Outubro 2017
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O município de Nampula, que vai realizar eleição intercalar, numa data a anunciar, está a viver momentos de tensão em resultado de varias irregularidades atribuídas ao presidente interino Manuel Tocova, que tomou as rédeas da edilidade na sequência da morte de Mahamudo Amurane, à tiros na noite de 04 de Outubro passado.

Na última segunda-feira (24), Manuel Tocova deu posse a 10 vereadores e seis chefes de postos administrativos, media descrita como contrária à lei, de acordo com a Procuradoria Provincial da República em Nampula.

Na sequência dessas nomeações, a entidade guardiã da legalidade instou o edil interino a conformar-se com a lei mas o visado fez ouvidos de mercador e mandou passear a tudo e todos, avançado com as nomeações, todos do Movimento Democrático de Moçambique (MDM) e que tinham sido despedidos por Mahamudo Amurane devido à pretensa corrupção.

Semana passada, Manuel Tocova, foi intimida e já está a responder em tribunal, num processo-crime movido contra si pela Procuradoria Província da Republica em Nampula, por suposta desobediência àquele órgão. Aquela entidade disse que Manuel Tocova agiu de forma deliberada, precipitada e sem base legal, ao exonerar 10 vereadores e seis chefes dos postos administrativos, e empossar igual numero.

Dos empossados destaca-se o nome de António José Gonçalves, indivíduo próximo a Deviz Simango e que, na altura, exercia o cargo de vereador para a área de Administração e Recursos Humanos, tendo sido transferido para a Empresa Municipal de Saneamento de Nampula, e que viria a ser exonerado pelo faleciado presidente Amurane.

O mesmo aconteceu com Eugénio Estêvão de Fátima, que exercia as funções de director do Departamento de Mercados e Feiras, exonerado por alegado desvio de fundos.

Gilberto Pedro Aissa, vereador da Protecção Municipal e Fiscalização foi exonerado pelas mesmas razões, e Aiuba Nacogeria, ex-chefe do posto administrativo de Muhala, Gilberto Sumila, entre outros regressaram para governação municipal.

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