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Cadáver de albino exumado e extraído braços e pernas na Zambézia
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Destaques - Newsflash
Escrito por Redação  em 27 Julho 2016
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Dois cidadãos encontram-se a contas com a Polícia da República de Moçambique (PRM) na Zambézia, acusados de exumação do corpo de uma pessoa albina, que tinha sido enterrada há duas semanas, e do qual extraíram os membros superiores e inferiores para venda.

A vítima tinha sido enterrada num cemitério da localidade de Muepele, no distrito de Namacura. Um dos indiciados, identificado pelo Faqueire Rafique, contou que a exumação aconteceu numa noite.

“Fomos até ao cemitério e encontrámos lá dois homens, entrámos e desenterrámos o caixão e cortámos os braços e as pernas”, relatou o cidadão, segundo o qual o corpo do malogrado, ainda ligado à cabeça, foi abandonado no local, alegadamente porque o mandante só queria os membros inferiores e superiores.

Faqueire Rafique não revelou a identidade do presumível instigador deste acto macabro nem os detalhes sobre o negócio, mas disse que as partes extraídas do cadáver seriam comercializados a dois milhões de meticais. Este valor seria repartido por três elementos, dos quais um ainda não foi localizado.

O outro indivíduo, também enclausurado no Comando Distrital da PRM em Namacura, negou as acusações que pesam sobre si e declarou que foi detido porque Rafique mencionou o seu nome à Polícia, apontando-o como seu comparsa.

De há tempos a esta parte, a província da Zambézia tem sido – a par de Nampula, Cabo Delgado, Niassa e Tete – palco de atrocidades contra pessoas com problemas de pigmentação na pele. O caso mais recente deu-se na localidade de Chitambo, no distrito de Milange, envolvendo uma criança do sexo masculino, de quatro anos de idade, a qual escapou de um presumível rapto que seria protagonizado por cinco indivíduos ora a contas com as autoridades.

Ao que tudo indica, os julgamentos e condenações que têm tido lugar em algumas províncias do país não são suficientes para dissuadirem os malefícios protagonizados por aqueles que olham os albinos como uma oportunidade de negócio, o que é um claro atentado contra os direitos humanos.

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