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Agente de segurança privada preso por roubo em Nampula
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Destaques - Newsflash
Escrito por Leonardo Gasolina  em 05 Fevereiro 2016 (Actualizado em 06 Fevereiro 2016)
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Um agente de uma firma segurança privada, identificado pelo nome de O. Alberto, de 28 anos de idade, afecto às instalações da Delegação da Universidade Pedagógica (UP) em Nampula, encontra-se detido, desde a última semana de Janeiro passado, indiciado de roubo de material informático, do qual computadores e os respectivos acessórios.

O jovem, pai de três filhos, está nas celas da primeira esquadra da Polícia da República de Moçambique (PRM) naquela província. Alguns funcionários daquele estabelecimento de ensino superior são acusados de envolvimento no caso mas nenhum deles foi preso. Contudo, um outro indivíduo está igualmente detido por comprar parte do equipamento em alusão.

Alberto disse à imprensa que ele os comparsas subtraíam os bens da UP à noite, desde meados de 2015, e o cabecilha era um funcionário desta instituição, que apenas o identificou pelo nome de Sadique, afecto ao Departamento dos Recursos Humanos.

Nos primeiros dias, o mesmo trabalhador roubava, pessoalmente, vários equipamentos informáticos e “fechava a boca do vigilante com 500 meticais. Dizia que não devia contar a ninguém. Esse funcionário é que tinha as chaves do sector onde tirávamos os computadores”. Mais tarde, “o cenário mudou, ele roubava computadores e um ficava para mim”, contou Alberto.

O jovem caiu nas mãos da Polícia em virtude de ter trocado mensagens com o tal Sadique a pedir para que este lhe arranjasse um disco-duro, tendo o seu interlocutor exigido que também lhe arrumasse o mesmo equipamento, mas com uma capacidade menor para que trocassem.

João de Deus, porta-voz do Comando Provincial da PRM em Nampula, disse que o assistente jurídico da UP é comunicou às autoridades sobre o que se passava. Durante o interrogatório, Alberto mencionou os seus comparsas, que por sinal são funcionários da instituição lesada, mas os mesmos ainda encontram-se em liberdade.

Dinis Mussualima, comandante da empresa SOPROTECÇÃO, disse que é o primeiro caso em que um funcionário desta firma se envolve em roubos. Mas o seu colega foi coagido praticar o crime de que é acusado, por isso, o funcionário da UP, que estava na posse das chaves do local onde os computadores eram retirados, devia ser também punido.

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