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Incêndio consome cinema Charlot em Maputo
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Destaques - Newsflash
Escrito por Adérito Caldeira  em 16 Setembro 2013
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Um incêndio de grandes proporções consumiu no final da noite deste domingo (15), e durante a madrugada desta segunda-feira (16), o cinema Charlot na capital moçambicana. Não há registo de vítimas humanas. Os danos materiais são incalculáveis.

Cerca das 23 horas os bombeiros de Maputo foram chamados por cidadãos que viram fumo sair de uma pequena loja adjacente à entrada principal do cinema.

Após alguma demora, apesar do Comando da Cidade de Maputo localizar-se a cerca de dois quarteirões do local, o primeiro carro dos bombeiros chegou e viu que as chamas estavam a alastrar-se rapidamente para o interior o cinema que há muito perdeu a sua tradição, a projecção de filmes.

Há cerca de uma década que deixou de ser normal assistir filmes no Charlot. Primeiro as películas em cartaz passaram a ser na sua maioria de origem indiana, e nem por isso arrastava a enorme comunidade para a sala, e depois a sala passou também a ser usada para o culto religioso.

Avaliando a situação como grave mais três viaturas dos bombeiros de Maputo juntaram-se ao combate das chamas, que já estavam altas e consumiam o interior do cinema. A dificuldade inicial foi o acesso a aquela que se acredita ser a fonte do fogo, a loja cujas portas estavam trancadas e com grades.

Com apenas a água dos camiões tanque a luta dos bombeiros estava perdida. O fogo chegou ao piso de cima do cinema, onde ao que tudo indica localizava-se a casa de projecção, e o pior aconteceu.

00h47 um grande explosão acontece e as chamas engolem todo edifício, de um local que já foi de passagem obrigatória nos momentos de lazer dos citadinos de Maputo.

Entretanto uma equipa da Electricidade de Moçambique já havia chegado ao local e a energia eléctrica fora cortada para impedir novos curtos circuitos no local, e nos edifícios do quarteirão ao redor.

Um dos dramas maiores dos bombeiros do corpo de salvação pública era que as chamas estavam em zona altas do edifício e apenas um dos carros possuía mangueira com pressão suficiente para alcança-las. Foi solicitada ajuda aos bombeiros dos aeroportos de Maputo e prontamente um carro tanque chegou a avenida Eduardo Mondlane, esquina com a avenida Alberto Lithuli, onde nesta altura o tráfego automóvel já estava cortado.

Mas o problema de falta de fontes de abastecimento de água continua a dificultar o trabalho dos bombeiros. Quando as chamas eram atacada com canhões de água reduziam mas em seguida o tanque ficava vazia e quando o camião ia reabastecer as chamas voltavam a ganhar ímpeto. Faltaram também máscaras, oxigénio e até luvas apropriadas para que os soldados da paz atacassem onde o fogo lavrava com intensidade, no coração do cinema.

A determinada altura via-se pelo olhar, e ombros caídos, dos homens do corpo de salvação pública que vencer o fogo não era possível. A estratégia passou a ser conte-lo para que não se alastrasse as residências e a loja de vestuário existentes paredes meias ao cinema.

Nem mesmo a falta de meios mais eficazes desanimou os nossos bombeiros que como puderam lutaram com este incêndio até cerca das 6 horas desta segunda-feira. O Comando da Cidade de Maputo tem novos meios circulantes porém nem todos tem canhões de água - em caso de incêndios os carros da polícia anti-motim bem podiam ajudar pois os seus canhões de água já mostraram ser poderosos a reprimir manifestações pacíficas em Maputo.

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