Distúrbios em jogo de futebol deixam dezenas de mortos no Egito | ![]() | ![]() | ![]() |
| Destaques - Newsflash | |||
| Escrito por Redacção/ Agências | |||
| Quarta, 01 Fevereiro 2012 22:13 | |||
A violência nos estádios do norte da África tem aumentado significativamente nos últimos meses, refletindo a turbulência política que varre a região, e um jogador descreveu esta invasão ao relvado como "uma guerra". Políticos e dirigentes desportivos criticaram a falta de segurança no jogo entre Al Masry e Al Ahli, um dos principais clubes do país, e acusaram os governantes de permitirem - ou até causarem - a tragédia. O tumulto começou quase no final da partida, quando o Al Masry, anfitrião do jogo, vencia por 3 x 1.
"Isto é lamentável e profundamente triste. É o maior desastre na história futebolística do Egito", disse o vice-ministro da Saúde, Hesham Sheiha, à TV estatal. Testemunhas disseram que o tumulto começou depois que adeptos do Al Ahli abriram cartazes ofendendo Port Said, e um deles entrou no campo com uma barra de ferro. A claque do Al Masry reagiu invadindo o relvado e agredindo os atletas do Al Ahli, e depois voltaram às arquibancadas para bater em adeptos rivais. A maioria das mortes foi de pessoas pisadas pela multidão ou que caíram das arquibancadas, segundo testemunhas. A TV transmitia a partida ao vivo e mostrou adeptos a correrem pelo relvado atrás de atletas do Al Ahli. Alguns policiais formaram um corredor para tentar proteger os jogadores, mas aparentemente foram dominados pelos adeptos, que continuaram a chutar e a socar os atletas em fuga. "Isso não é futebol. É uma guerra, e as pessoas estão a morrer na nossa frente. Não há movimento, não há segurança e não há ambulâncias", disse Mohamed Abo Treika, jogador do Al Ahli, ao canal de TV do clube. "Proponho que o campeonato seja cancelado. Essa é uma situação horrível, e o dia de hoje pode ser esquecido." A TV estatal disse que a Federação Egípcia de Futebol suspendeu por tempo indeterminado os jogos da primeira divisão do país. O marechal Mohamed Hussein Tantawi, chefe da junta militar que governa o Egito, determinou o envio de dois helicópteros a Port Said para retirar jogadores e adeptos do Al Ahli, segundo fontes militares. O deputado Albadry Farghali, que representa a cidade, acusou as autoridades e forças de segurança de permitirem o desastre, e disse que elas ainda têm ligações com o governo do presidente Hosni Mubarak, deposto há um ano numa rebelião popular. "As forças de segurança fizeram isso ou deixaram acontecer. Os homens de Mubarak ainda estão a dominar. O chefe do regime caiu, mas todos os seus homens ainda estão nas suas posições", afirmou ele, aos berros, num telefonema a uma TV. "Onde está a segurança? Onde está o governo", exigiu. Uma fonte médica e testemunhas disseram que há vários policiais entre os mortos. Hospitais em toda a zona do canal de Suez foram colocados de prontidão, e dezenas de ambulâncias foram das cidades de Ismailia e Suez para Port Said, segundo fontes locais. Entretanto, no Cairo, outro jogo foi interrompido quando o árbitro recebeu a notícia da tragédia, e isso levou os adeptos a incendiarem parte do estádio, conforme mostrou a TV egípcia.
|
Popular
- Governo aprova novos salários mínimos
- EDITORIAL: O (péssimo) hábito presidencial
- Benedito Guimino virtual vencedor da eleição em Inhambane; abstenção deverá ultrapassar 50%
- Carta dos Estudantes moçambicanos na Universidade internacional de África no Sudão
- Tentativa de sequestro em Maputo; Cidadão intervém com arma e salva vizinha
- Conheça o candidato do partido Frelimo à edil de Inhambane: Benedito Guimino
- Ensino de qualidade: ambição realizável ou utopia nacional?






Pelo menos 73 pessoas morreram e mais de mil ficaram feridas esta quarta-feira num tumulto ocorrido durante um jogo de futebol em Port Said, no Egito. Autoridades disseram que foi o mais grave incidente na história do futebol egípcio.








