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Nyusi adia novamente Lei do Conteúdo Local e avisa “nem todos vamos caber nestes negócios de gás”
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Destaques - Economia
Escrito por Adérito Caldeira  em 13 Novembro 2019
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O Presidente Filipe Nyusi voltou a adiar “sine die” a aprovação da Lei de Conteúdo Local e avisou nesta quarta-feira (13) aos empresários moçambicanos “nem todos vamos caber nos negócios de gás”.

Discursando na abertura da 6ª Cimeira sobre gás natural, em Maputo, o Chefe de Estado começou por sonhar com um futuro melhor “a afirmação da economia moçambicana na região, no continente e no mundo doravante está ligada, em parte, a exportação e exploração de recursos naturais, acção da qual esperamos tirar maiores benefícios quer no que diz respeito a mão-de-obra, quer no que tange na participação de empresas moçambicanas no fornecimento de bens e prestação de serviços”.

Em seguida Nyusi falou da realidade actual, imposta pelas petrolíferas: “Muitas vezes temos estado a falar na lei de inclusão ou de Conteúdo Local, a lei por si só pode sair amanhã, ou no próximo semestre, o importante é nós os moçambicanos estarmos preparados para sairmos de simples reclamações, não fazemos isto não fazemos aquilo, precisamos de ser empresas fornecedoras de serviços de qualidade e credíveis, e é possível com parcerias com aqueles que sabem fazer mas também com associativismo”.

“A consolidação do associativismo e cooperativismo empresarial a que tenho estado a apelar é uma estratégia simples mas eficaz para o empoderamento dos próprios empresários, quer para a aquisição de certificados de qualidade que lhes permitam explorar mais as suas áreas de negocio e crescimento enquanto empresários, a nossa experiencia mostra-nos e ensina-nos que a união faz a força, ninguém sairá vitorioso actuando neste mercado complexo e tão competitivo de forma isolada, precisamos de sinergias”, sugeriu.

Tentando conter a expectativas dos moçambicanos, muito poucos presentes na 6ª Cimeira sobre gás natural, o Presidente da República reeleito para um segundo mandato divagou sobre a diversificação da economia indicando a agricultura e pesca como o caminho para o desenvolvimento e enfatizou: “nem todos vamos caber nestes negócios de gás”.

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