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Edil de Maputo admite que Lixeira do Hulene vai continuar a funcionar mais alguns anos
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Vida e Lazer - Ambiente
Escrito por Adérito Caldeira  em 06 Novembro 2019
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Foto de Adérito CaldeiraO Presidente do Conselho Autárquico da Cidade de Maputo, Eneas Comiche, admitiu que a Lixeira do Hulene, que em 2018 causou a morte de 16 pessoas, vai continuar a funcionar durante mais alguns anos com “risco de novos deslizamentos”.

“Caros munícipes, na lixeira do Hulene existe ainda o risco de novos deslizamentos devido nomeadamente ao seguinte: presença de taludes com inclinação superior a 45 graus, a compactação insuficiente, a ausência de drenagem, incêndios de alta proporção devido a acumulação de gás metano no interior da lixeira, isto é extremamente perigoso, a permissibilidade do uso do fogo na lixeira, bem com a contaminação dos solos devido a ausência de qualquer sistema de tratamento de lixoviados” alertou Eneas Comiche discursando quarta-feira (06) após o lançamento da 1ª pedra de um projecto que se propõe a melhorar a segurança do local para onde é levando o lixo da capital de Moçambique.

Questionado pelo @Verdade se existe uma data para o lixo parar de ser depositado no Hulene o edil de Maputo admitiu que “vai existir depois de nós começarmos a construir o aterro sanitário. Eu penso que a partir do próximo ano nós devemos ter criado às condições para passarmos a trabalhar no aterro sanitário e não na lixeira”.

Comiche argumentou que com o início das obras deste projecto que custa 102.276 mil meticais e é baseado no método Fukuoka, criado no Japão e financiado pelo Governo nipónico, o encerramento da lixeira já começou, porém reconheceu que o aterro semi-aeróbico que vai ser edificado só “vai cobrir uma certa área e nós vamos ter que avançar com os nossos próprios meios para cobrir a totalidade da lixeira”.

O engenheiro Paulo Queirós, que lidera a implementação do método Fukuoka, explicou que trata-se de “uma tecnologia de aterro que vai promover primeiramente a estabilização rápida do aterro, em segundo lugar a redução do cheiro ruim e em terceiro a redução na geração de gás inflamável metano”.

De acordo com Queirós o método Fukuoka “é de baixo custo, é simples e é ambientalmente correcto, porque vai permitir a estabilização desta lixeira em tempo rápido para que ela possa ser eventualmente encerrada de forma adequada”.

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