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Banco de Moçambique volta a reduzir algumas taxas de referência mas mantém postura conservadora da política monetária
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Destaques - Economia
Escrito por Adérito Caldeira  em 14 Agosto 2019
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Foto do Banco de MoçambiqueO Banco de Moçambique voltou a reduzir a taxa de Política Monetária (MIMO), de 13,25 para 12,75 por cento, baixou a a taxa da Facilidade Permanente de Depósitos, de 10,25 para 9.75 por cento, e a taxa da Facilidade Permanente de Cedência, de 16,25 para 15,75%. Contudo o Comité de Política Monetária (CPMO) do BM indicou que “persistem incertezas que justificam a postura conservadora da política monetária”.

É a segunda redução de algumas das taxas de referencia do banco central este ano, em Junho, animado pela Decisão Final de Investimento do Projecto de Gás Natural Liquefeito Golfinho/Atum na Área 1 da Bacia do Rovuma, o banco central fez o primeiro relaxamento da sua política monetária desde Dezembro de 2018.

Desta vez foi ao Acordo de Paz e Reconciliação, assinado no passado dia 6 pelo Governo e o partido Renamo, que animou o BM que no entanto manteve “os coeficientes de Reservas Obrigatórias para os passivos em moeda nacional e em moeda estrangeira em 14 por cento e 36 por cento, respectivamente”.

“A decisão de reduzir a taxa MIMO é justificada pela melhoria contínua das perspectivas de inflação para o médio prazo, que consolidam a estabilidade deste indicador em níveis de um dígito. A nossa avaliação dos riscos associados a essa previsão tornou-se mais favorável com o recente Acordo de Paz e consequente início do processo de desarmamento, desmobilização e reintegração”, indica um comunicado do BM recebido pelo @Verdade nesta quarta-feira (14).

A instituição dirigida por Rogério Zandamela manteve a expectativa de desaceleração da economia em 2019 e indicou que “as reservas internacionais continuam em níveis confortáveis, capazes de assegurar cerca de seis meses de importações”.

“Contudo, persistem incertezas que justificam a postura conservadora da política monetária” afirmou o CPMO que alertou: “mantêm-se como principais fontes de risco os focos de instabilidade militar em Cabo Delgado, a sustentabilidade da dívida pública em face da necessidade de financiamento tanto do défice das eleições de 2019 como da reconstrução das infra-estruturas pós-desastres naturais e as incertezas em relação ao processo eleitoral.

O Banco de Moçambique referiu no comunicado que a Dívida Pública Interna continua a aumentar, paralelamente a Dívida Externa mantém-se insustentável e os Parceiros de Cooperação teimam em desembolsar os fundos prometidos para a reconstrução da Cidade da Beira e restantes regiões massacradas pelos ciclones Idai e Kenneth.

Para o Comité de Política Monetária “a nível externo, subsistem riscos de desaceleração do crescimento mundial, a reflectir a intensificação da tensão comercial e geopolítica entre as principais economias, com impacto negativo nos fluxos de comércio externo, bem como na volatilidade dos preços internacionais das principais mercadorias”.

Recorde-se que os cortes das taxas de referência em Junho só resultaram na queda do Indexante Único definido pelo BM para a composição da Prime Rate do Sistema Financeiro, o Preço de Custo e as margens de risco do bancos comerciais mantiveram inalteradas.

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