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Governo desactiva alerta vermelho pela passagem do Ciclone IDAI que deixou 611 mortos no Centro de Moçambique
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Destaques - Nacional
Escrito por Adérito Caldeira  em 08 Maio 2019
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Mapa do INGCO Governo desactivou nesta terça-feira (07) o alerta vermelho activado há cerca de 2 meses para o Centro de Moçambique, a propósito da passagem do Ciclone IDAI que causou a morte de pelo menos 611 pessoas, destruiu centenas de milhares de habitações, dezenas de unidades sanitárias e milhares de salas de aulas.

O alerta de emergência havia sido activado no passado dia 12 de Março, dois dias antes do ciclone de categoria 3, que trouxe ventos superiores a 200 quilómetros por hora, devastar a Província de Sofala e descarregar chuva muito intensa nas províncias de Manica, Zambézia e Tete, assim como no vizinho Zimbabwe.

Oficialmente 611 pessoas morreram no Centro de Moçambique, no entanto um número não determinado de cidadão foi dado como desaparecido e até hoje não foram localizados. Houve ainda registo de inúmeros cadáveres enterrados sem a presença das autoridades e outras pessoas acredita-se ter sido devoradas por crocodilos que habitam a região.

Entre os óbitos oito foram vitimados pelo surto de cólera que eclodiu na Província de Sofala e afectou 6.732 pessoas, “a taxa de letalidade é inferior a 1 por cento e está dentro do padrão recomendado pela Organização Mundial da Saúde” esclareceu fonte oficial ao @Verdade. Houve ainda 9.613 pacientes tratados com diarreias agudas e 17.902 padeceram de malária, sem óbitos a registar.

O Instituto Nacional de Gestão de Calamidades (INGC), que nunca na sua curta existência teve de prestar tamanha assistência humanitária, indica que 223.947 habitações ficaram destruídas nas províncias de Sofala, Manica, Tete e Zambézia, assim como 93 unidades sanitárias e 3.504 salas de aulas, 1.622.483 moçambicanos foram afectados pela segunda tempestade ciclone tropical que afectou o nosso país na época chuvosa 2018 /2019, depois do Desmond.

No centros de acomodação criados pelo INGC na Cidade da Beira e nos distritos do Dondo, Nhamatanda e Búzi estão ainda 21.992 pessoas.

“O Governo continua a prestar o devido apoio ao nível da assistência alimentar, contando com o apoio dos Parceiros, particularmente o PMA, mantém-se as medidas de saneamento, distribuição de materiais de higiene, distribuição de talhões e também a reposição de infra-estruturas, particularmente a rede eléctrica mas também a reposição das vias de acesso”, garantiu Ana Comoana, a porta-voz da sessão de Conselho de Ministros que decidiu desactivar o alerta vermelho.

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