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FMI aprova empréstimo de emergência para Moçambique, “catalisador” do 1,5 bilião necessário para mitigar o impacto do IDAI
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Destaques - Economia
Escrito por Adérito Caldeira  em 22 Abril 2019
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Foto do gabinete do PMO Fundo Monetário Internacional (FMI) respondeu positivamente ao pedido assistência financeira de emergência formulado por Moçambique, para fazer face ao impacto das Calamidades Naturais na deficitária Balança de Pagamentos, e vai emprestar 118,2 milhões de Dólares norte-americanos ainda durante o mês de Abril. Embora pequeno este empréstimo será “catalisador” para o 1,5 bilião de Dólares necessários para a assistência humanitária e início da reconstrução do Centro do país.

Após o pedido de assistência financeira de emergência formalizado pelo Governo no passado dia 10 o Conselho Executivo do FMI aprovou na passada sexta-feira (19) um empréstimo de SDR 85.2 milhões (equivalentes a 118.2 milhões de Dólares), com taxa de juros zero, período de carência de 5,5 anos e maturidade final de 10 anos. Este montante representa 37,5 por cento da quota de Moçambique como Estado Membro do Fundo Monetário Internacional.

“O desembolso no âmbito da Facilidade Rápida de Crédito do FMI ajudará a atender as necessidades imediatas de financiamento do país e desempenhará um papel catalisador na obtenção de donativos de doadores e da comunidade internacional”, declarou o Director Executivo Adjunto e Presidente Interino da instituição financeira multilateral, Tao Zhang.

Embora o valor represente menos de 10 por cento do 1,5 bilião de Dólares que deverá custar a assistência humanitária durante 2019 e a reconstrução inicial até 2021, tem o condão de estimular os restantes parceiros que se comprometeram em apoiar Moçambique mas que até a data haviam desembolsado apenas cerca de 50 milhões de Dólares solicitados pelas Nações Unidas para Moçambique.

Aliás este empréstimo, a ser disponibilizado pelo FMI até ao fim deste mês e numa única tranche, não destina-se a acções humanitárias ou de reconstrução mas servirá para o Executivo de Filipe Nyusi equilibrar o défice da Balança de Pagamentos de Moçambique que deverá agravar-se ainda mais com o aumento de importações para mitigação do impacto do Ciclone IDAI.

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