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Assinante das dívidas ilegais de Moçambique preso na RAS a pedido dos EUA sob acusação de lavagem de dinheiro e fraude fiscal
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Destaques - Nacional
Escrito por Adérito Caldeira  em 30 Dezembro 2018
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Manuel Chang, o ex-ministro das Finanças de Moçambique que assinou as Garantias bancárias ilegais que possibilitaram os empréstimos secretos da Proindicus, MAM e EMATUM, foi detido neste sábado(29) na República da África do Sul(RSA) a pedido do Governo dos Estados Unidos da América sob a acusação de lavagem de dinheiro e fraude fiscal.

Chang, que é deputado da Assembleia da República pela bancada do partido Frelimo, foi preso no Aeroporto Internacional OR Tambo onde estava em trânsito de Maputo para o Dubai ao abrigo de um mandado de captura internacional emitido pelos Estados Unidos da América sob acusações de fraude e lavagem de dinheiro e que inclui um pedido de extradição da RSA.

O mandato de prisão foi sancionado no passado dia 27 por um magistrado de um Tribunal em Pretória que refere no documento a que o @Verdade teve acesso que alguns dos crimes de que Manuel Chang é acusado terão sido cometidos na África do Sul.

Ministro das Finanças entre 2005 e 2015 Manuel Chang está na memória dos moçambicanos como o assinante das Garantias Bancárias ilegais que possibilitaram os empréstimos de mais de 2 biliões de dólares norte-americanos obtidos secretamente em 2013 e 2014 pelas empresas estatais Proindicus, EMATUM e MAM junto dos bancos Credit Suisse International e VTB Capital.

A Auditoria realizada pela Kroll não conseguiu apurar o destino dado a 500 milhões de dólares desses empréstimos contraídos violando a Constituição e leis orçamentais e indica ainda a sobrefacturação de cerca de outro bilião de dólares do dinheiro que foi transferidos pelos bancos credores directamente para o fornecedor indicado pelas mentores dessa fraude que é o grupo Privinvest.

Grafismo de Nuno Teixeira

O @Verdade sabe que o Chang, a par de outros funcionários do Estado e membros do Governo de Armando Guebuza que tiveram um papel activo nas dívidas ilegais que precipitaram a crise que Moçambique está a enfrentar desde 2016, terão recebido avultadas somas em dinheiro vivo transportado para Maputo, e outras paragens, em malas diplomáticas.

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