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Polícia moçambicana diz que há movimentação desregrada de armas de fogo nas embaixadas
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Destaques - Nacional
Escrito por Emildo Sambo  em 14 Dezembro 2018
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O comandante-geral da Polícia da República de Moçambique (PRM), Bernardino Rafael, disse, com alguma apreensão, que algumas empresas de segurança privada – não poucas – ao serviço de embaixadas, representações diplomáticas e outra instituições no território moçambicano movimentam de armas de fogo e praticam manobras militares sem a anuência do Ministério do Interior (MINT). Ele apelou ao cumprimento das regras estabelecidas pelo Estado em relação a essa matéria.

Segundo o general, há igualmente transporte de avultadas somas em dinheiro sem a devida comunicação às autoridade da lei e ordem para efeitos de garantia de segurança.

“A circulação de armas obedece a regras” que não estão a ser “acatadas pelas empresas de segurança ao serviço” de embaixadas e representações diplomáticas no país, afirmou Bernardino Rafael, na semana passada, dirigindo-se aos gestores de segurança corporativa, que colaboram com as embaixadas, instituições de petróleo, gás, indústrias alimentares, sectores de mineração e bancas.

“Não estraguem as nossas normas”, movimentando “forças de outros países” para efectuarem manobras militares no país e/ou em instituições que nele funcionam. “É proibido”, não só em Moçambique, mas também, em qualquer outra parte do mundo.

De acordo com Bernardino Rafael, “todas as empresas de segurança privada” são obrigadas a informar à PRM quando pretendem transportar dinheiro dos bancos e de outras instituições, pois “há esquemas” montadas em conluio com presumíveis bandidos “para facilitar o roubo desse dinheiro.”

Ainda segundo afirmou o comandante-geral, a corporação deve estar a par da operação para ajudar a encontrar a melhor “estratégia de transporte” de fundos e evitar assaltos.

Num outro desenvolvimento, ele apelou às empresas de segurança privada para não faltarem vencimentos aos seus trabalhadores, porque se isso acontecer cria situações para que eles se envolvam em roubos de bens das instituições a que são afectos ou observam greves.

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