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Presidente do Tribunal Supremo pede rispidez contra aqueles que abusam das crianças e dos seus direitos
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Destaques - Nacional
Escrito por Redação  em 14 Novembro 2018
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Foto da Presidência da RepúblicaOs magistrados devem estar atentos às atrocidades contra as crianças e nunca perder de vista que uma criança vítima de abuso sexual, por exemplo, é susceptível de crescer traumatizada pelo resto da vida e até se tornar violenta, segundo o presidente do Tribunal Supremo (TS), Adelino Muchanga, para quem a sociedade vive uma erosão de afecto e solidariedade.

A violação sexual, as ofensas corporais, os raptos, os trabalhos infantis e o não pagamento de pensões de alimentos a menores são condutas que devem ser punidas sem complacência.

“Nos últimos anos temos assistido a uma tendência de um significativo aumento de processos judiciais na fixação de pensão alimentar, regulação do poder parental e averiguação oficiosa de paternidade, sinais claros de erosão dos laços de afecto e solidariedade”, afirmou a fonte.

O interlocutor não ignorou os casos de agressão sexual que acontecem um pouco por todo o país, mormente nos centros urbanos. Frisou que não se deve consentir que o “judiciário seja o elo fraco” na árdua tarefa de assegurar que os petizes cresçam saudáveis e livres dos malefícios a que têm sido sujeitos. Os direitos das crianças não podem, acima de tudo, ficar em xeque.

Muchanga fez estes pronunciamentos na segunda-feira (12), na cidade de Nampula, na abertura da reunião nacional dos magistrados e outros intervenientes considerados relevantes no sector judiciário.

“Uma criança negligenciada, abusada e traumatizada transporta uma semente de violência que irá acompanhá-la na vida adulta”, por isso, vincou Muchanga, no evento que decorre sob o lema “As Crianças do Amanhã”, que “uma sociedade que se preocupa com o seu sucesso no futuro deve investir seriamente no desenvolvimento harmonioso das suas crianças.”

Ainda de acordo com ele, “a responsabilidade de proteger a criança deve ser partilhada” e cabe aos magistrados instruir e julgar os processos “com rigor, seriedade e integridade, tomando as decisões de forma célere e passando a mensagem de intolerância para casos de violação grosseira dos direitos da criança.”

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