Faixa publicitária
ExxonMobil projecta DFI de 27 biliões no Campo Mamba para meados 2019
PDF
Versão para impressão
Enviar por E-mail
Destaques - Economia
Escrito por Adérito Caldeira  em 10 Outubro 2018
Share/Save/Bookmark

Foto de Adérito CaldeiraO director da ExxonMobil Moçambique, Jos Evens, anunciou que a multinacional norte-americana poderá anunciar a sua Decisão Final de Investimento (DFI), estimado em 27 biliões de dólares norte-americanos, para exploração do Campo de Mamba, na parte terrestre da Área 4 da bacia do Rovuma onde existem cerca de 50 triliões de pés cúbicos de gás natural, “em meados do próximo ano. É no entanto uma incógnita como a ENH irá materializar o seu quinhão de investimento, estimado em 2,7 biliões de dólares, enquanto Moçambique for um Estado “caloteiro”.

Intervindo nesta segunda-feira (08), após a assinatura dos contratos de Concessão de duas Área Offshore no Delta do Zambeze e outra em Angoche, Evens disse que: “o ano de 2018 é notável para a ExxonMobil em Moçambique, após o sucesso da nossa entrada no projecto da Área 4 trazendo as nossas mais valias técnicas e comerciais estamos a trabalhar com o Governo no Plano de Desenvolvimento garantido a competitividade e os cronogramas do projecto estamos agora em posição para a nossa Decisão Final de Investimento para o projecto de LNG do Rovuma em meados do próximo ano”.

Submetido ao crivo do Governo em Julho último, este que será o terceiro projecto de produção de Gás Natural Liquefeito no nosso país, depois de Coral Sul na Área 4 (que iniciou em Junho de 2017) e Golfinho & Atum na Área 1 (cuja DFI deverá também acontecer em meados de 2019), vai acontecer no Campo denominado Mamba e que está localizado na Área 4 da Bacia do Rovuma contudo o jazigos de hidrocarbonetos transcendem até a Área 1 para o complexo de gás Prosperidade.

“O campo de gás Mamba (Área 4) e Prosperidade (Área 1) tem no total cerca de 75 triliões de pés cúbicos, conforme os estudos conjuntos mais recentes. Desta quantidade cerca de 24 triliões de pés cúbicos serão desenvolvidos na fase inicial, sendo 12 triliões de pés cúbicos para cada áreas. Para Área 4, a quantidade de recursos no complexo Mamba é de cerca de 50 triliões de pés cúbicos e incluem outros recursos dos reservatórios independentes”, revelou em entrevista ao @Verdade, em Maio passado, o Presidente do Conselho de Administração (PCA) da Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH).

De acordo com Omar Mithá: “Para o desenvolvimento de infraestruturas de liquefacção onshore e montagem de equipamentos offshore, incluindo a parte de upstream, os concessionários esperam investir aproximadamente 27 biliões de dólares norte-americanos”.

Como Estado irá garantir investimentos bilionários da ENH?

São Concessionária deste projecto o Consórcio Mozambique Rovuma Venture S.p.A com 70 por cento - que é formado pela italiana Eni com 35,71 por cento, a norte-americana Exxon Mobil com participação de 35.71 por cento e a Chinese National Petroleum Corporation com 28,57 por cento -, os restantes 30 por cento são repartidos em quotas iguais pela portuguesa Galp, a sul-coreana Kogas e a ENH.

Mas a concretização deste projecto será uma notícia para Moçambique se a Empresa Nacional de Hidrocarbonetos conseguir realizar o seu quinhão de investimento que está estimado em 2,7 biliões de dólares norte-americanos.

Aliás a situação financeira desta Empresa Pública não é conhecida pois desde 2016 que não publica as suas contas devidamente auditadas como a lei determina.

O @Verdade revelou semana fina que apesar da situação actual de “caloteiro” o Estado moçambicano espera emitir no próximo ano uma Garantia Soberana no valor de 136,1 biliões de meticais (cerca de 2,2 biliões de dólares norte-americanos ao câmbio actual) para que a ENH possa realizar os 15 por cento correspondentes a sua participação no Plano de Desenvolvimento do projecto de exploração de Gás Natural Liquefeito (GNL) existente na Área 1 Offshore da Bacia do Rovuma, também chamado de Campo Golfinho & Atum.

A emissão de outra Garantia Soberana não só é um desafio a credibilidade do Estado moçambicano como ainda representará um agravar da insustentabilidade da Dívida Pública que desde 2016 ultrapassou os 100 por cento do Produto Interno Bruto.

Comentar


Código de segurança
Atualizar

 
Avaliação: / 0
FracoBom