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Sector de Hidayat Kassim na Zambézia distinguido por combate à sida mas MISAU exige mais resultados
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Vida e Lazer - Saúde e bem Estar
Escrito por Emildo Sambo  em 16 Março 2018
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O Ministério da Saúde (MISAU), os parceiros e outros profissionais do sector distinguiram a Direcção Provincial de Saúde na Zambézia esta quinta-feira (15) pelo seu desempenho na materialização das acções e estratégias de combate ao vírus da sida. A distinção foi simbólica, tendo o grupo de trabalho recebido um diploma.

O sector distinguido tem como director o jovem Hidayat Kassim, aquele que quando o assunto é saúde naquele ponto do país – que desde sempre tem recebido menos recursos em todas as áreas, comparativamente as outras províncias – perece não medir esforços nas acções e alastra os seus tentáculos por todos os lados.

Aliás, aquando da eclosão da cólera no vizinho Malawi, por exemplo, ele mandou instalar postos de desinfecção na fronteira no sentido de impedir o alastramento da doença para Zambézia e depois, provavelmente, para Moçambique. A medida abrangia pessoas, viaturas, motorizadas e bicicletas.

Sem revelar os critérios que concorreram para o reconhecimento do trabalho do sector dirigido por Hidayat Kassim – que se tem destacado em diferentes frentes da luta contra várias enfermidades naquele ponto do país – a ministra da Saúde, Nazira Abdula, disse que todas as províncias “recebem os mesmos recursos e enfrentam os mesmos desafios”.

Todavia, a governante considerou que o pessoal da Zambézia “fez das tripas coração” para superar alguns obstáculos que possam dificultar o sucesso de controlo da pandemia.

Segundo o Inquérito de Indicadores de Imunização, Malária e HIV/SIDA em Moçambique (IMASIDA) 2015, aquela região faz parte das sete províncias onde a prevalência de HIV é ainda maior, com 15,1%; porém, atrás de Maputo província (22,9%) e Sofala (16,3%) e a frente de Inhambane (14,1%), Cabo Delgado (13,8), Niassa (7,8%) e Nampula (5,7%).

A par do que ocorre noutros pontos, na mesma zona, o número de infecções pela sida, sobretudo em mulheres, persiste alarmante do que nos homens, excepto em Nampula. Ademais, na Zambézia, a “percentagem de jovens do sexo feminino com conhecimento abrangente [sobre a sida] é mais baixa”. O mesmo acontece em Cabo Delgado e Gaza, de acordo com o IMASIDA 2015.

Djamila Cabral, representante da Organização Mundial da Saúde (OMS) em Moçambique, reconheceu que o país registou progressos notáveis na área de controlo da pandemia.

Entretanto, é preciso melhorar a retenção das pessoas padecendo do HIV/SIDA e as abordagens da luta contra esta doença devem ser verticais e assumidas como um problema do sistema.

Há necessidade de assegurar a continuação e o aprimoramento dos cuidados primários e abordagem multissectorial, disse a responsável, que discursava no encerramento da VII reunião nacional do programa de combate ao HIV/SIDA.

Peter Cloutier, do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre o VIH/SIDA (ONUSIDA), disse que, apesar de haver mais pacientes a serem tratados em diferentes unidades sanitárias, o número de gente não abrangida pela terapia continua baixo.

No que aos desafios diz respeito, há que contornar a limitação de recursos humanos e a retenção de pessoas que vivem com o HIV, disse.

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