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Banco central reduz pela quarta vez consecutiva taxas directoras
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Destaques - Economia
Escrito por Adérito Caldeira  em 27 Fevereiro 2018
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O banco central moçambicano decidiu “em face da contínua melhoria das perspectivas de inflação de curto e médio prazos”, e pela quarta vez consecutiva desde Agosto de 2017, reduzir a Taxa MIMO e as taxas das facilidades permanentes de Cedência e de Depósito. Será que enfim os bancos comerciais reduzem as suas “agiotas” margens de lucros?

A primeira sessão de 2018 do Comité de Política Monetária (CPMO) do Banco de Moçambique decidiu nesta segunda-feira (26) reduzir a taxa de juro de política monetária, taxa MIMO, em 150 pontos base, para 18,0%.

“Igualmente, reduziu as taxas da Facilidade Permanente de Cedência (FPC) e da Facilidade Permanente de Depósitos (FPD) em 150 pontos base, para 19,0 % e 12,5%, respectivamente”, revelou o Governador Rogério Zandamela em Conferência de imprensa em Maputo.

É a quarta descida destas taxas directoras de referencia do sistema financeiro moçambicano, desde Agosto de 2017, que no entanto não tem sido acompanhada pelos bancos comerciais que continuam a cobrar taxas de juro insustentáveis aos seus clientes particulares assim como empresarial.

Quiçá por isso as contas monetárias mostram que, “até Janeiro de 2018, o crédito bancário ao sector privado reduziu, em termos anuais, em 12,8%”.

A taxa MIMO já reduziu 375 pontos base, caindo de 21,5%. A FPC também manteve a sua trajectória decrescente dos 22,5% de Agosto do ano passado assim como a FDP reduziu dos 16% da altura.

No entanto o Banco de Moçambique, “em face da volatilidade que se observa no mercado cambial, o CPMO deliberou aumentar o coeficiente de Reservas Obrigatórias para os passivos em moeda estrangeira em 800 pontos base, para 22,0%, com efeitos a partir do período de constituição de reservas obrigatórias que inicia a 7 de Março de 2018, tendo mantido o coeficiente de Reservas Obrigatórias para os passivos em moeda nacional em 14,0%”.

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